Ford estima vender 15 mil unidades/mês da gama do novo Ka

As duas novas versões da linha do novo Ka apresentadas em evento realizado em Porto Feliz, SP, na quinta-feira, 13, completam a gama da Ford para o segmento de entrada. Com o lançamento do Ka+, sedã, 1.0 litro e Ka hatch 1.5 litro a montadora espera comercializar quinze mil veículos da família por mês, sendo dez mil do hatch e cinco mil do sedã.

Desde o lançamento do novo Ka, em setembro, cerca de 17 mil unidades já foram comercializadas. Segundo Oswaldo Ramos, gerente geral de Marketing da Ford, as novas motorizações chegam com preços mais baixos que a concorrência. “O preço menor com um bom pacote de itens de série é nosso principal fator de atração.”

O modelo hatch 1.5 varia de R$ 40,4 mil a R$ 45 mil, enquanto concorrentes como Fiat Palio 1.4, Hyundai HB20 1.6 e Chevrolet Onix 1.4 partem de R$ 42 mil, R$ 44 mil e R$ 45 mil, respectivamente.

O sedã atende critério semelhante e tem preços de R$ 38 mil a R$ 42,5 mil, enquanto seus principais concorrentes – Renault Logan, Fiat Siena, Volkswagen Voyage e Chevrolet Prisma – têm versões de entrada 1.0 que vão de R$ 38 mil a R$ 43 mil.

Segundo Ramos além das novas versões ampliarem as possibilidades de vendas não houve canibalização com a família do New Fiesta. “Chegamos a temer que isso pudesse acontecer, mas as vendas do New Fiesta continuam na casa das seis mil unidades por mês mesmo depois do lançamento do novo Ka.”

O executivo revelou que o New Fiesta vende mais no Sudeste, enquanto o novo Ka está elevando a participação da marca em outras regiões, como a Nordeste. “O consumidor entendeu a diferença. O New Fiesta tem um apelo mais esportivo, de design e status, enquanto o novo Ka é uma compra mais racional. Há espaço para os dois.”

Caçula de Pneus inaugura loja com conceito Pirelli Premium

A tradicional Caçula de Pneus foi a primeira rede de serviços automotivos a adotar o conceito Pirelli Premium em uma loja de pneus na América do Sul. Localizada na Zona Oeste de São Paulo, a Caçula de Pneus Motorsport foi inaugurada na quinta-feira, 13, conclusão do investimento de R$ 1 milhão na readequação do prédio e compra de novos equipamentos – a loja substituiu outra convencional do grupo.

Lançado no ano passado em uma loja em Frankfurt, na Alemanha, o conceito Pirelli Premium já possui cerca de noventa lojas abertas no mundo. Oferecer serviços diferenciados, com tratamento personalizado que proporciona ao consumidor uma experiência além da usual tem se tornado parte obrigatória nos planos estratégicos das empresas automotivas, que engordam suas margens.

Na Pirelli a justificativa já aparece nos números: 55% da receita global da companhia de janeiro a setembro veio do segmento premium, de acordo com Marco Maria Tronchetti, diretor de marketing para a América do Sul. “O faturamento dessa área cresceu 20% no período”.

Embora por aqui o segmento de 17 polegadas para cima ainda seja pequeno, vez que a maior parte do mercado é composta por pneus menores para carros compactos, as vendas de produtos premium já representam de 7% a 8% do total das vendas para a reposição. Desta fatia, 20% são de pneus Pirelli.

“O segmento premium cresceu 40% nos últimos cinco anos”, disse o Tronchetti. “No mesmo período o mercado geral avançou 10%. Isso mostra que estamos no caminho certo ao voltar nossas atenções a esse público. Do nosso investimento de R$ 1 bilhão no Brasil até 2017, boa parte será aplicada no desenvolvimento de pneus de alta gama”.

A loja – Líder em consumo de pneus de alto desempenho no Brasil com quase um terço das vendas, São Paulo foi escolhida para sediar a primeira loja do conceito. Além de oferecer toda a gama de pneus premium da Pirelli, ela funciona 24 horas por dia – abre das 8h às 20h, mas faz serviços após esse horário mediante agendamento prévio – e dispõe de serviços como leva-e-traz e armazenamento de pneus usados por praticante de track-days, dentre outros.

O atendimento é todo personalizado: o cliente é recebido por uma hostess, espera pelo serviço em sala climatizada com café e pode usufruir de serviço de manicure grátis.

Segundo Carlos Alberto Costa, CEO da Caçula de Pneus, todos os serviços ofertados pela rede podem ser feitos na recém-inaugurada loja. “Oferecemos também planos especiais, como assistência gratuita 24 horas e monitoramento da manutenção do veículo por meio de aplicativo no celular”.

Tronchetti, da Pirelli, afirmou que outras cinco lojas serão abertas na América Latina no começo do ano que vem. Embora a maior parte delas seja no Brasil, a Argentina receberá uma das novas unidades.

Sérgio Habib agora também é concessionário Land Rover

O Grupo SHC, de Sérgio Habib, adicionou mais uma marca às bandeiras que representa como concessionário no País: a Land Rover se soma à Jac Motors, Citroën, Volkswagen, Jaguar e Aston Martin.

A GB Cars, inaugurada oficialmente na noite da quarta-feira, 12, está instalada na Av. Gastão Vidigal, na zona Oeste de São Paulo, e ocupa endereço onde até então funcionava casa da Jac Motors – transferida para o outro lado da avenida, alguns metros à frente, por sua vez ocupando espaço que já foi por muitos anos casa Fiat e depois Peugeot, ambas do Grupo Baida.

A intenção de Habib era instalar ali a unidade Land Rover, o que evitaria a mudança de endereço da Jac Motors, mas segundo o executivo “o pessoal da JLR é muito exigente e não aceitou a localização, por estar próxima demais de um viaduto”.

Habib recebeu a concessão para a casa – que por enquanto será a única de seu Grupo – como compensação pelo retorno das operações da Jaguar no País, da qual era importador oficial, à fabricante. Mas no meio do caminho a JLR decidiu que toda a rede no Brasil, que até então operava em separado para as duas marcas, comercializará veículos tanto Land Rover quanto Jaguar e assim foi feito com a GB Cars. De acordo com o executivo a única exceção será a outra casa Jaguar que ele já possuía, na Av. Europa, em bairro nobre paulistano, “por existir concessionária exclusivamente Land Rover poucos metros distante e tratar-se de um endereço diferenciado, voltado ao cliente de luxo, assim como acontece em Xangai”.

Esta foi a segunda vez que o Grupo SHC perdeu a representação oficial da Jaguar no País: o mesmo ocorreu nos tempos em que a marca pertencia à Ford, vez que a montadora tinha vantagens fiscais para importar modelos da marca. Mas quando a Jaguar e a Land Rover foram vendidas à indiana Tata a importação dos modelos com o emblema do felino voltou para Habib. Ao todo foram mais de dez anos nesta função, e a decisão de internalizar as operações deve-se à nova estrutura da JLR no Brasil, inclusive com fábrica local, em construção em Itatiaia, RJ.

De qualquer forma, e sempre atento aos números de mercado, Habib celebra os volumes das duas marcas neste ano. Enquanto o índice geral de vendas das importadoras afiliadas à Abeifa caiu 17% até outubro a Jaguar cresceu 23%, de 254 unidades nos dez primeiros meses de 2013 para 313 neste ano. A Land Rover caiu porém menos que a média, 12%, de 8,9 mil para 7,8 mil. Entretanto, considerando-se o mercado de veículos de R$ 100 mil a R$ 300 mil, é a segunda marca mais emplacada da associação, perdendo somente para a BMW.

E mais: levando-se em conta somente o mercado acima de R$ 300 mil, a Land Rover cresceu 36,4% no mesmo comparativo. Foi uma das apenas quatro marcas ligadas à Abeifa a registrar a façanha, ao lado da própria Jaguar, da BMW e da Maserati. No mesmo período, dentro deste restrito segmento, caíram Aston Martin, Audi, Ferrari, Lamborghini, Porsche e Rolls-Royce, enquanto a Bentley se manteve estável.

Outro dado positivo foi transmitido, ao fim da noite, diretamente pelo executivo ao presidente da JLR América Latina, o britânico Terry Hill, presente à inauguração: somente no evento foram vendidos quatro veículos, sendo três Land Rover e um Jaguar. Este se somou a outros dois comercializados anteriormente na nova loja, que já funcionava antes de sua abertura oficial.

Ford quer participação de mercado de dois dígitos em 2015

Apesar de manter a quarta colocação no mercado brasileiro há muitos anos, a Ford não registra participação de mercado de dois dígitos desde 2010 – desde então sempre orbita ao redor dos 9%. Para 2015 o objetivo da montadora é justamente retomar patamar superior a 10% nas vendas de automóveis e comerciais leves.

Em 2010 o índice alcançado de 10,2%, mas recuou para 9,2% em 2011 e para 8,9% em 2012, recuperando-se para 9,4% em 2013.

Segundo Oswaldo Ramos, gerente geral de marketing da Ford, o recuo na participação foi reflexo do processo de renovação da linha de produtos. “Quando optamos pela estratégia global sabíamos que isso poderia acontecer, mas agora que a linha está completa não teremos mais intervalos de produtos nem que aguardar elevação de curvas de produção. Para a Ford, 2015 será um ano cheio.”

No acumulado de 2014 até outubro a montadora registra participação de 9%, mas Ramos acredita que esse patamar deva ser minimamente elevado até dezembro. “Nos últimos dois meses deste ano já alcançaremos participação de dois dígitos”.

Uma das apostas da montadora para ampliar suas vendas, e consequentemente sua participação de mercado, é a linha do novo Ka, agora completa depois do lançamento do Ka+, nome da versão sedã, com motor 1 litro e do novo Ka com motor 1,5 litro, durante evento realizado na quinta-feira, 13, em Porto Feliz, SP.

“As versões completam a linha e chegam para competir em uma faixa de mercado que representa cerca de 60% das vendas do País.”

A previsão é que o segmento de entrada da Ford – composto pelo novo Ka, Ka+, New Fiesta e New Fiesta Sedan — responda por cerca de 22 mil unidades por mês. “Nosso maior patamar nesse segmento foi de 15 mil por mês, em 2011. Por isso estamos otimistas e acreditamos que 2015 será melhor.”

Apesar da retração do mercado neste ano, Ramos espera que 2015 seja mais estável e ainda que uma ligeira melhora ocorra nos números gerais até dezembro. “A média diária de novembro está em 14 mil unidades ante cerca de 13 mil do mês passado.”

O executivo, entretanto, não acredita que as vendas de novembro superem outubro, vez que a quantidade de dias úteis será menor, vinte – em alguns Estados dezenove, devido ao feriado da Consciência Negra na quinta-feira, 20 – ante 23 dias em outubro. “Mesmo assim há sinalização do interesse do consumidor em voltar a comprar e isso deve ser percebido com mais intensidade no ano que vem.”

Castertech amplia negócios no OEM

Inicialmente desenhada para atuar exclusivamente como supridora de conteúdos fundidos para as fabricantes de autopeças das Empresas Randon, a Castertech também passa a atuar de forma direta no mercado original de veículos pesados. Os primeiros negócios foram fechados com a Volvo e há cotações em andamento com Mercedes-Benz e Scania. A participação na receita líquida da unidade é ainda pequena, abaixo dos 5%, mas com tendência a crescimento.

De acordo com o diretor Gélson Dalberto o objetivo é fortalecer a relação direta com o mercado. Tanto que estruturou área comercial, que não havia, gerida por Marcelo Kuwer, diretor com mesma função na Suspensys, controlada da Empresas Randon e cliente principal da Castertech, juntamente com Master e Jost. Segundo Dalberto “a decisão de abrir as vendas atende demanda do mercado. As montadoras conheceram a fundição como clientes das empresas do Grupo e passaram a exigir a relação direta”.

Segundo ele a Castertech fornece as peças já usinadas, serviço feito na estrutura fabril existente na Suspensys. Atribui o interesse das montadoras ao fato de a fundição ter processos modernos e qualidade na produção, com uso de matérias-primas selecionadas. Cita, como exemplo, que 90% da sucata usada na produção provêm das unidades do próprio Grupo. Acrescenta que, desde o início das atividades, no fim de 2009, a fundição não tem nenhuma reclamação de garantia das peças produzidas.

A operação tem capacidade instalada para produção de 30 mil a 32 mil toneladas/ano de peças fundidas em ferro nodular, todas destinadas à segurança veicular. Dalberto destaca que o nível de produção já chegou perto de 29 mil toneladas. Em função das novas demandas a empresa tem ações em andamento para elevar a capacidade em mais 10 mil toneladas até 2018, com um novo forno e ajustes internos.

No momento, segundo o diretor, “o mercado está devagar”. Assim como as demais empresas do Grupo a Castertech adotou o regime de flexibilização de jornada, com semanas de quatro dias, encerrado no fim de outubro. A partir da segunda quinzena de dezembro até o início de janeiro os funcionários terão férias coletivas.

Até setembro, de acordo com relatório das Empresas Randon, a Castertech produziu 18 mil toneladas de fundidos, declínio de 14,5% sobre igual período de 2013. A receita líquida acumulada é de R$ 62,2 milhões, da qual 3,5% têm origem em vendas diretas ao mercado – em todo ano passado a participação fora de 2%. O valor ultrapassa R$ 2,1 milhões, 43% acima de toda a receita direta de 2013, de R$ 1,5 milhão.

Fluence 2015 atrai mais por preço e conteúdo

Desde que Toyota e Honda fizeram, há quase quinze anos, do segmento brasileiro de sedãs médios um latifúndio com, respectivamente, Corolla e Civic, não faltaram oponentes a tentar quebrar essa polarização e estabelecer uma terceira via. De pouco adiantou. Os dois modelos ainda nadam de braçada sobre a concorrência e, somados, respondem por metade das vendas da faixa.

Mesmo assim as investidas da concorrência se sucedem e todo ano surgem mais opções, ou renovam-se as antigas, na tentativa de quebrar essa hegemonia. A Renault, por exemplo, já tentou com Mégane sedã e desde 2011 persiste com o Fluence, modelo que na Ásia carrega a marca Samsung.

Pois nesses quatro anos de mercado interno o Fluence pouco incomodou os dois japoneses. Teve perto de 55 mil unidades vendidas nesse período, muito pouco perto dos líderes, que somente nos dez primeiros meses de 2014 esbarraram, juntos, nas 95 mil unidades – sendo pouco mais de 49 mil do Corolla. No mesmo período a Renault vendeu 6,3 mil Fluence.

Com 3,4% de participação o modelo da Renault está na nona posição do segmento, que conta ainda com outros 23 modelos nacionais e importados e que somou 188 mil emplacamentos de janeiro a outubro, como indica a Fenabrave. A fabricante, contudo, espera dias melhores a partir deste mês, quando o sedã, produzido na Argentina, começa a ser vendido com novo design na dianteira – luzes diurnas de LED merecem destaque – e mais conteúdos de segurança e conectividade.

Mas talvez cansada de malhar em ferro frio, saber que as mudanças estéticas nem foram tão grandes assim – embora afirme tratar-se de um face-lift profundo – ou de ver os demais concorrentes também sem o mesmo sucesso, a Renault não fala em uma nova tentativa de desbancar Toyota e Honda.

“Queremos voltar, talvez, ao terceiro posto no futuro, lugar que já ocupamos”, diz Bruno Hohmann, diretor de marketing da Renault, que revelou, somente depois de alguma insistência, projeção de vender 1 mil unidades mensais do Fluence em 2015 – novamente muito pouco, até mesmo para a atual média do terceiro colocado, o Chevrolet Cruze, que superou 18 mil unidades negociadas de janeiro a outubro.

Com os conhecidos motor 2.0 16V Hi-Flex e câmbios de seis marchas manual ou CVT X-Tronic, e a tímida renovação estética, o maior trunfo do modelo para deixar a condição de coadjuvante no segmento está mesmo na equação preço versus conteúdo – tecnológico ou de acabamento.

Suas quatro versões, com preços a partir de R$ 67 mil – a mais cara, Privilège, sai por R$ 83 mil, R$ 4,5 mil a menos do que na antiga geração e ainda incorpora a mais teto solar e faróis xenon –, não deixam em nada a desejar frente aos concorrentes, ao contrário: superam-nos na maioria das vezes.

Resta, no entanto, fazer o consumidor seguir para um revendedor, experimentar o carro e compará-lo aos concorrentes. Missão complicada tamanha a oferta nessa faixa de preço e a precaução, para não dizer timidez, com que a Renault encara novamente o desafio de colocar seu sedã de volta ao pódio dos médios. Um filme bem conhecido por ela e pelas demais marcas que se atrevem nesse objetivo.

Banco Mercedes-Benz celebra seu melhor outubro

O Banco Mercedes-Benz continua registrando marcas históricas no mercado brasileiro. O volume de novos negócios em outubro foi recorde para o mês, com R$ 517,5 milhões, salto de 13,3% sobre outubro do ano passado e de 21,2% ante o mês anterior – que também fora o melhor setembro da história.

O resultado de outubro representa o segundo melhor mês em novos negócios para a instituição, superado apenas por janeiro, cujas cifras superaram R$ 603 milhões.

De janeiro a outubro os novos negócios acumulam R$ 3,7 bilhões, avanço de 15,6% sobre os primeiros dez meses do ano passado. Só em veículos comerciais o incremento chegou a 21,7%, com R$ 2,8 bilhões em novos negócios – 17 mil 463 unidades foram financiadas.

Para veículos de passeio a alta chega a 28,3%, somando R$ 122,8 milhões liberados para 1 mil 647 unidades.

Em comunicado Angel Martinez, diretor comercial do Banco Mercedes-Benz, afirmou que o resultado da instituição cresce com base em três pilares: estratégias bem definidas de prospecção, foco nos processos e atendimento aos clientes e forte ligação da rede com a fábrica.

“Desta forma conseguimos garantir o banco na contramão do mercado automotivo, mantendo a expansão dos negócios. Devemos manter o patamar de dois dígitos até o fim do ano.”

O saldo da carteira de financiamentos do Banco M-B também apresenta forte crescimento: saltou dos R$ 10,2 bilhões de outubro de 2013 para R$ 11 bilhões no mês passado, avanço de 7,8%.

Effa: habilitação ao Inovar-Auto é renovada.

Foi publicada na edição de quarta-feira, 12, nova habilitação ao Inovar-Auto para a Ever Electric Appliances, razão social da Effa Motors no mercado nacional. A importadora ganhou cota máxima, ou seja, pode trazer para cá até 4,8 mil veículos isentos dos trinta pontos porcentuais do IPI majorado de 1º de novembro até 31 de outubro do ano que vem.

Representante das marcas chinesas JBC e JMC, a Effa vende picapes, vans, caminhões e o M100, minivan compacta. Desde o ano passado monta veículos em fábrica na Zona Franca de Manaus, na Capital amazonense, de onde vem a maior parte do volume comercializado no mercado nacional.

“Com o dólar no atual patamar, importar fica fora de contexto. Tivemos a cota da habilitação renovada, mas não pretendemos usá-la integralmente”, revelou Bruno Ferreira, diretor financeiro, à Agência AutoData. “Vamos importar muito pouco, nosso foco está na produção local.”

De acordo com dados da Fenabrave foram licenciados apenas 190 modelos das marcas Effa, JMC e JBC neste ano, até outubro. A empresa possui onze concessionárias no Brasil, segundo consta em seu site na internet.

Automotivas estão dentre as melhores para trabalhar no RS

Das quarenta empresas indicadas como as melhores para trabalhar no Rio Grande do Sul, seis estão vinculadas à atividade automotiva. A pesquisa é realizada pela Revista Amanhã, de Porto Alegre, e pelo Instituto Great Place to Work.

Os questionários são respondidos por funcionários e gestores de recursos humanos. A premiação ocorreu na noite de terça-feira, 11, em Porto Alegre, RS.

Na categoria Grande Empresa, classificação para organizações nacionais ou multinacionais com mais de 1 mil funcionários, figuram a John Deere, segunda do ranking, com fábricas em Montenegro e Horizontina, Navistar Mercosul, de Canoas, e Suspensys, de Caxias do Sul.

Dentre as médias empresas, com até 999 trabalhadores, a Jost do Brasil, de Caxias do Sul, manteve a primeira colocação, que já tivera no ano passado. Na mesma categoria ainda aparecem a Fundimisa, de Santo Ângelo, e a Keko Acessórios, de Flores da Cunha.

Comissão do Senado aprova obrigatoriedade de barras laterais

No que depender do Senado Federal, em Brasília, DF, os veículos leves produzidos no Brasil terão mais um item adicionado à lista de dispositivos de segurança obrigatórios, a exemplo do que já ocorre com air bags dianteiros, freios ABS, cintos de segurança e outros: as barras de proteção lateral.

Isso porque a CCJ, Comissão de Constituição e Justiça do Senado, aprovou na quarta-feira, 12, o PLS 307/2008, que altera o artigo 105 do CBT, Código de Trânsito Brasileiro, ao incluir este tema.

À Agência Senado o relator do processo, senador pelo Estado do Acre, afirmou entender que “a determinação aumentará consideravelmente a segurança a um custo relativamente pequeno em relação ao preço do veículo”. O parlamentar propôs emenda ao texto substituindo o termo ‘barras de proteção lateral’ por ‘dispositivos de proteção contra impactos laterais’, justificando: “Com o avanço tecnológico outros mecanismos podem vir a ser empregados para aumentar a segurança nesse tipo de colisão [lateral]” – algo semelhante aconteceu com os freios ABS.

Ainda de acordo com a Agência Senado o texto, aprovado em caráter terminativo, seguirá direto para a Câmara dos Deputados, a menos que seja solicitado recurso para sua votação em Plenário.