Apesar do dólar alavancado, na casa dos R$ 5,50, o que favorece as exportações, as vendas a outros países também têm sido prejudicadas pela falta de semicondutores. Com menor volume de produção, foram embarcados no mês passado 23,6 mil veículos, queda de 19,7% ante agosto e recuo de 22,5% frente ao nono mês de 2020. Foi o pior setembro desde 1999
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Anfavea revisa projeções em cenário de escassez de semicondutores
São Paulo – A demanda existiu, e ainda existe, mas não há como a indústria produzir 2 milhões 459 mil veículos em 2021, como a Anfavea projetara em julho, quando corrigiu, para baixo, sua estimativa divulgada no início do ano. A escassez de semicondutores no mercado global atingiu as fabricantes brasileiras com mais força do que o esperado e a entidade precisou novamente, na quarta-feira, 6, divulgar novas expectativas para produção, vendas e exportações para o ano. E, de novo, com números menores.
Produção de ônibus registra pior setembro desde 1996
Segmento que mais sofre com os reflexos da pandemia do novo coronavírus na cadeia automotiva, a produção de ônibus registrou no mês passado o pior desempenho para setembro desde 1996. Saíram das fábricas 1,2 milhão de unidades, volume 20,7% inferior a agosto e 38,8% menor do que no mesmo mês em 2020. O resultado também é o pior desde dezembro do ano passado
Caminhões vivem o melhor momento desde 2014
Apesar do cenário nebuloso devido à falta de chips, caminhões têm situação um pouco diferente por depender menos desses componentes eletrônicos e, ao mesmo tempo, contar com demanda crescente pelos pesados, a fim de atender a expansão de setores como agronegócio, e-commerce e distribuição urbana. Diante do contexto, foram comercializados 95,3 mil exemplares neste ano até setembro, alta de 51,8% em relação a igual período em 2020, que contou com impacto mais forte da pandemia, quando as fábricas ficaram fechadas por até dois meses e meio. É o melhor resultado desde 2014
Produção cresce em setembro mas nível ainda é baixo
São Paulo – Com o retorno da operação em algumas fábricas, embora outras sofram com paradas, a produção brasileira de veículos registrou crescimento de 5,6% em setembro, na comparação com agosto, com 173,3 mil unidades, informou a Anfavea na quarta-feira, 6. O volume, porém, ficou 21,3% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram produzidos 220,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus.
Segundo semestre deste ano será pior do que o de 2020
São Paulo – A tendência de recuo da curva de crescimento do mercado brasileiro de veículos no acumulado do ano, comparado com 2020, seguirá no último trimestre. De julho a setembro as vendas mensais foram inferiores às do mesmo mês do ano passado, o que provocou uma redução, também, na comparação dos acumulados do ano: o crescimento de 32,8% ao fim do primeiro semestre transformou-se em alta de 14,8% na comparação de janeiro a setembro de 2020 com 2021.
Deterioração de índices econômicos preocupa a Anfavea
São Paulo – Não bastassem a disparada dos preços da matéria-prima, a crise logística e a escassez global de semicondutores o olhar adiante de Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, avista mais tormentas. A disparada da inflação, que puxa para cima a Selic e os juros para aquisição de veículos, o aumento nos custos da energia elétrica, o possível agravamento da crise hídrica e a instabilidade institucional do Brasil foram alguns temas abordados por ele na quarta-feira, 8, quando falou à imprensa na coletiva mensal organizada pela entidade.
Exportações de veículos crescem 44% até agosto
São Paulo – Até agosto as exportações de veículos atingiram 253,3 mil unidades, alta de 43,5% com relação ao acumulado de 2020 neste mesmo período. No mês passado foram embarcadas 29,4 mil unidades, 23,9% a mais do que em julho, quando havia sido registrado recuo, e 5,5% superior a igual período no ano passado.
Estoques de veículos batem novo recorde negativo
São Paulo – As dificuldades advindas da persistente crise dos semicondutores trouxeram novo recorde negativo para o estoque de veículos das montadoras. As 76,4 mil unidades prontas nos pátios das fábricas e concessionárias são suficientes para abastecer o mercado por apenas treze dias úteis dias úteis. Tanto o volume como a quantidade de dias são as menores já registradas pela Anfavea desde que essa medição teve início, em dezembro de 1999.
Anfavea estima deixar de produzir até 280 mil veículos por crise de chips
São Paulo – De 240 mil a 280 mil veículos deixarão de ser produzidos pelas fábricas brasileiras em 2021 por causa da escassez de semicondutores no cenário global, calcula a Anfavea. O cenário esperado para este segundo semestre é ainda pior do que o enfrentado na primeira metade do ano, quando, ainda segundo as estimativas da entidade, a produção de veículos foi reduzida de 100 mil a 120 mil unidades.