São Paulo – Com 106,2 mil automóveis e comerciais leves emplacados, a primeira quinzena de julho registrou avanço de 13% sobre o mesmo período do ano passado, 93,9 mil, segundo a Bright Consulting. Comparado com junho, 107,9 mil, houve retração de 1,6%.
A queda é mais acentuada na comparação das médias diárias: julho teve onze dias úteis na primeira quinzena, e junho dez. A média caiu de 10 mil 790 veículos leves para 9 mil 651, recuo de 10,5%. Julho do ano passado também teve onde dias úteis, portanto o crescimento de 13% permanece na comparação média diária, 8 mil 537.
No acumulado do ano foram 1 milhão 463 mil automóveis e comerciais leves emplacados, volume 19,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025, 1 milhão 223 mil.
“A leitura de julho confirma a tese que já vinha sendo desenhada: a antecipação de compras por locadoras e órgãos governamentais atingiu seu ápice em maio e junho, e começou a recuar em julho”, afirmou a Bright em comunicado. “O mercado segue robusto na comparação anual, mas o pico de curto prazo ficou para trás”.
Vendas diretas recuam
Para reforçar a sua tese a Bright justificou que o porcentual de faturamento direto na primeira quinzena, 43,7%, foi o menor do ano. Em junho foi de 45,7% e, em julho de 2025, 47,3%. “É um sinal claro de que o motor que sustentou parte do primeiro semestre está em desaceleração”.
BYD sobe no pódio
Na primeira quinzena as vendas da BYD somaram 9,9 mil unidades, volume somente inferior ao da líder Fiat, 19 mil, e da vice-líder Volkswagen, 17,1 mil. Chevrolet, com 9 mil, Toyota, 7,3 mil, e Hyundai, 6,8 mil, foram superadas pela chinesa.
Dentre os modelos, Fiat Strada e Volkswagen Tera e Polo subiram no pódio. Destaque para o Geely EX2, oitavo mais vendido do período. A BYD colocou dois no Top 10: Dolphin Mini, na sexta, e Dolphin, na sétima posição.
A participação das marcas chinesas chegou a 23,2% primeira quinzena de julho, um novo recorde e bem superior aos 20,2% de junho.















