Camaçari, BA – Em nove meses de operação, e após R$ 5,5 bilhões investidos na antiga fábrica da Ford na Bahia, a BYD contabilizou relevante marco em solo brasileiro: 100 mil veículos montados em SKD. Além disso, hoje 5,7 mil trabalhadores estão empregados na unidade, segundo o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy – duzentos a mais que o anunciado pelo evento de divulgação desses números.
Baldy garantiu que 93% deles são baianos e 55% camaçarienses. “São números que celebram uma indústria que veio para o Nordeste do Brasil, em uma área que estava abandonada, completamente em ruínas, e que nós acreditamos para investir. Hoje demonstramos que a Bahia tem condições de receber o investimento mais moderno, tecnológico e avançado do planeta em termos de se tratar do setor automobilístico.”
Os próximos passos para a fábrica que hoje monta SKDs dos modelos Dolphin Mini, Song Pro e King é iniciar a produção de fato. Para tanto as áreas de pintura, estamparia e solda estão sendo preparadas ao lado da montagem final, em uma área que está sendo construída do zero. “E na antiga fábrica [da Ford] serão instaladas as linhas de produção de componentes, de partes e peças e, inclusive, a de bateria, já em operação.”
O investimento de R$ 5,5 bilhões, segundo Baldy, compreende todo o complexo e a verticalização. “A BYD é a indústria automobilística que mais verticaliza no mundo. Então, este investimento é real para que possamos conseguir ter cada vez mais conteúdo local. Os componentes do carro serão produzidos em 17 unidades industriais distintas.”

Considerando o início da operação no Brasil desde 2022, foram emplacados 320 mil veículos, sendo 100 mil no primeiro semestre, alta de 110% frente ao mesmo período do ano passado. “Nós alcançamos praticamente todo o ano de 2025 em seis meses de 2026.”
Início da produção deve ocorrer em 2027
A produção de fato deverá pular a fase de CKD, que seria a etapa posterior ao SKD, e iniciar em 2027, assim que o benefício das cotas isentas do imposto de importação para essas modalidades expirar, no fim deste ano. Será quando o Song Plus e o Atto 2 deverão ser incorporados ao portfólio nacional, sendo produzidos em Camaçari. Foi o que afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari e Região, Júlio Bonfim.
“O terceiro turno deverá começar em outubro”, disse Bonfim. “A produção de veículos, eu acredito, que esteja rodando já em dezembro para janeiro, porque no body shop e na estamparia tudo está muito adiantado.”
Neste período, segiundo ele, 1,5 mil postos de trabalho deverão ser gerados. Sobre novos modelos no mercado brasileiro, o Dolphin G híbrido iniciará a venda em 2027, conforme Baldy, e a nova geração do Dolphin Mini, lançada na China, coexistirá com a atual, mas não chegará por aqui antes de 2028.















