São Paulo — A Stellantis divulgou na quinta-feira, 30, o balanço do segundo trimestre de 2026. Na América do Sul a montadora registrou receita de R$ 25,6 bilhões, resultado que representa alta de 6% com relação aos R$ 24,1 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado.
Apesar do crescimento da receita o lucro operacional ajustado da região caiu 49%, de R$ 4,6 bilhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 2,3 bilhões de o mesmo deste ano. A margem operacional ajustada recuou de 19,1% para 9,3%.
No documento divulgado a companhia informa que o lucro operacional ajustado da América do Sul caiu principalmente devido à “não recorrência de um crédito tributário indireto brasileiro reconhecido no segundo trimestre de 2025” e aos “menores volumes na Argentina“. Também diz que parte do impacto foi compensada por “preços líquidos favoráveis e melhora dos custos industriais”.
As vendas da companhia na América do Sul somaram 253 mil veículos no segundo trimestre, queda de 3% ante as 260 mil unidades registradas um ano antes. A retração foi causada principalmente pelos menores volumes na Argentina e no Chile, parcialmente compensados pelo aumento das entregas no Brasil.
Receita cresce 2% no semestre
No acumulado de janeiro a junho a receita da Stellantis na América do Sul alcançou R$ 47 bilhões, avanço de 2% na comparação com os R$ 45,8 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025.
O lucro operacional ajustado da região, porém, recuou 33%, passando de R$ 7 bilhões para R$ 4,6 bilhões. A margem operacional caiu de 15,3% para 10%.
As vendas permaneceram praticamente estáveis no semestre, com 472 mil veículos, 1 mil unidades a mais do que as 471 mil registradas no mesmo período do ano passado.
Resultado global
No segundo trimestre a receita líquida global da Stellantis somou R$ 256,5 bilhões, alta de 13% sobre os R$ 226,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O lucro líquido foi de R$ 1,7 bilhão, ante prejuízo de R$ 11 bilhões um ano antes.
O lucro operacional ajustado global alcançou R$ 4,5 bilhões, crescimento de 263% na comparação anual. A margem operacional ajustada passou de 0,6% para 1,8%.
No acumulado do primeiro semestre a receita global totalizou R$ 481,5 bilhões, alta de 10%. O lucro líquido foi de R$ 3,9 bilhões, ante prejuízo de R$ 13,3 bilhões nos seis primeiros meses de 2025.


















