São Paulo — O mercado brasileiro de biometano começa a deixar a fase de expectativa e a entrar em um período de expansão. Atualmente, o Brasil mantém 21 plantas autorizadas para produção do combustível renovável e outras 48 unidades estão em processo de autorização.
Os números mostram o potencial de crescimento de uma cadeia que transforma resíduos em energia.
Segundo Josiani Napolitano, presidente-executiva da Abiogás, o Brasil conta com uma vantagem competitiva única pela disponibilidade de matéria-prima: “Hoje já temos 1,37 milhão de m³ por dia produzidos no Brasil, mas o potencial chega a 120 milhões de m³ por dia.”
Desafio é equilibrar oferta e demanda
Apesar do potencial, a executiva explica que o setor ainda precisa superar uma barreira comum em mercados emergentes, que é criar escala. De um lado, investidores aguardam demanda consolidada para ampliar projetos. Do outro, consumidores esperam maior disponibilidade do combustível para realizar a migração.
“Precisamos romper esse círculo e transformar em um ciclo virtuoso. O investidor precisa enxergar mercado e o mercado precisa ter produção.”
Para acelerar esse processo, a Abiogás aposta em medidas como corredores verdes, expansão de frotas a gás, integração com o mercado de gás natural e o mandato do biometano previsto na Lei do Combustível do Futuro.
Tecnologia já está disponível
Além disso, a entidade reforça que o biometano não depende de uma nova tecnologia para avançar. Montadoras já oferecem veículos movidos a gás, empresas desenvolvem operações comerciais e diferentes estados já utilizam o combustível em frotas pesadas e transporte urbano.
“Não estamos falando de um combustível do futuro. O biometano já é um combustível do presente”.


















