Em destaque

O segredo da VWCO: sempre se reinventar.

Da estreia em 1981 à liderança do mercado, a Volkswagen Caminhões e Ônibus construiu sua trajetória ampliando fronteiras. Roberto Cortes acompanhou boa parte dessa transformação e acredita que a capacidade de se reinventar continuará determinante para o futuro da companhia
Cortes van

Quarenta e cinco anos podem representar maturidade para uma empresa. Para a Volkswagen Caminhões e Ônibus significam também continuar encontrando novos espaços para crescer. Desde que os primeiros VW 11.130 e 13.130 deixaram a fábrica de São Bernardo do Campo, SP, em 1981, a companhia ampliou seu portfólio, entrou em novos segmentos, internacionalizou operações e transformou sua engenharia brasileira em centro mundial de desenvolvimento da marca.

Poucas pessoas acompanharam tão de perto essa transformação quanto Roberto Cortes. O executivo entrou na indústria automotiva em 1979 e, em 1998, recebeu a missão de estruturar a operação de caminhões e ônibus como unidade de negócios com maior autonomia. Desde 2000 está no comando da operação e há mais de duas décadas ocupa a presidência e é CEO da VWCO.

Sua trajetória, portanto, acaba se confundindo com alguns dos principais movimentos da empresa. Foi nesse período que Resend, RJ, consolidou-se não apenas como base industrial, mas como centro mundial de pesquisa e desenvolvimento. Cortes também liderou seis ciclos consecutivos de investimentos, que somaram R$ 7,5 bilhões até 2025, e o processo de internacionalização da companhia.

Essa capacidade de abrir novas frentes aparece nos produtos. A Série 2000 marcou o primeiro grande projeto da engenharia própria. Vieram depois Constellation e Delivery, o retorno aos extrapesados com o Meteor e, em 2021, o e-Delivery, primeiro caminhão elétrico totalmente desenvolvido e produzido no Brasil. No transporte de passageiros, a família Volksbus, criada em 1993, ampliou a presença da marca e hoje integra uma operação que soma 1,25 milhão de veículos em circulação, 196 mil deles fora do Brasil.

Um exemplo mais recente dessa leitura de mercado é o Delivery 11.180. Em 2025 foram licenciadas mais de 6,5 mil unidades somente no Brasil, crescimento de cerca de 10%, desempenho que o transformou no caminhão mais vendido da VWCO em todo o mundo. O modelo respondeu ainda por mais da metade das vendas brasileiras de caminhões médios e está entre os principais produtos exportados pela empresa. O desempenho se mantém em 2026, com a liderança do segmento nos primeiros oito meses do ano, evidenciando a força e a consistência da estratégia da montadora.

Por trás desse resultado está uma estratégia desenvolvida ao longo de décadas, baseada na capacidade de antecipar transformações do transporte e responder rapidamente às novas demandas do setor. 

Aos 45 anos, a VWCO chega a uma nova etapa cercada por desafios que envolvem digitalização, conectividade e descarbonização, além da recém-anunciada entrada no segmento de utilitários. A história orquestrada por Cortes mostra, porém, que transformação não é exatamente novidade para a companhia. Da pequena operação iniciada com dois modelos à atual presença internacional, renovar e se reinventar fez parte do caminho. Talvez seja o caminho.

E aqui reside justamente uma das razões de sua longevidade: depois de 45 anos, a VWCO não olha apenas para a estrada percorrida. Continua procurando a próxima.

vwco

Notícias relacionadas

vwco
vwco

Receba as principais notícias do setor automotivo diretamente no seu WhatsApp.

Receba diariamente as principais notícias do setor automotivo, análises de mercado e tendências da indústria no seu e-mail corporativo.

vwco