São José dos Pinhais, PR – O anúncio da ampliação do investimento no Brasil para R$ 5,8 bilhões até 2027 revelou outros pormenores importantes do ciclo de produtos da Renault Geely do Brasil, RGdB. Dentre uma série de novidades está a confirmação da produção de dois Renault inéditos no País.

Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil confirmou que “são dois Renault totalmente novos que não têm nada a ver com o Kardian e com o Boreal e que serão fabricados aqui antes de dezembro de 2027”.
Um desses modelos especulados pode ser nova geração do SUV Coupé Arkana, segundo apuração do site autosegredos, do colega Marlos Ney Vidal. O outro é totalmente desconhecido e inédito no portfólio da Renault.
A fábrica vem passando por transformações profundas para tornar-se, de acordo com o executivo, capaz de produzir numa mesma linha todos os modelos das duas marcas, combinando eletrificação e propulsão a combustão em duas plataformas completamente diferentes.
Teve início a produção do Geely EX5 EM-i, um processo completo que utiliza a plataforma multienergia Global Intelligent Electric Architecture, GEA, da marca de origem chinesa. Ainda em 2026 começa a ser produzido o compacto EX2 100% elétrico na mesma plataforma, compartilhando a linha com os modelos atuais da Renault, montados a partir da arquitetura modular do grupo francês.

Os inéditos modelos também vão utilizar a plataforma GEA e podem chegar já com algum nível de eletrificação. Montenegro explicou que este é um dos objetivos dos profundos ajustes na fábrica dos dois sócios.
“Hoje estamos em 80% de utilização em dois turnos com 100% dos processos de carroceria, pintura e montagem compartilhado entre todos os produtos das duas marcas. Esta foi a magia dos nossos engenheiros. Todo o processo é compartilhado. Definimos como estratégia ser a montadora mais flexível e mais ágil para responder a transição energética e à demanda dos clientes no Brasil”.
A complexidade dos processos elevou a necessidade da linha final em São José dos Pinhais utilizar equipamentos classificados por Montenegro como estado da arte para instalar e configurar diversas tecnologias eletrônicas.

“Fizemos muitos investimentos nesses novos processos para arquiteturas eletrônicas. Não somente em conectividade para acompanhar os processos produtivos, mas para configurar softwares de gerenciamento eletrônicos dos veículos, todo o sistema Adas, dentre outras novidades que os novos produtos trouxeram”.
Inicialmente toda essa transformação do complexo no Paraná que agora tem 26,4% de participação acionária de uma marca de origem chinesa será para atender a demanda do mercado interno. “Nosso foco é chegar rápido com esses produtos no mercado brasileiro”.























