Camaçari, BA – Com trajetória de crescimento acelerado no mercado brasileiro a BYD calcula encerrar este ano com volume superior a 200 mil unidades emplacadas. Para 2027 a empresa traçou como objetivo cruzar a barreira de 300 mil veículos comercializados e figurar no Top 3 das marcas mais vendidas do mercado.
Foi o que afirmou à Agência AutoData Henrique Antunes, diretor comercial da BYD para picapes. No acumulado do ano até outubro a montadora ocupa a quarta colocação no ranking geral de vendas, com fatia de mercado de 9,7%. Na avaliação de Antunes o movimento reflete o desempenho comercial de modelos de entrada e utilitários esportivos, com destaque para o Dolphin Mini, que mantém média de demanda mensal estimada em 10 mil unidades.
“Nossa expectativa é fechar 2026 em quarto lugar. No ano passado encerramos em oitavo, então escalamos quatro posições. Para o ano que vem esperamos ultrapassar 300 mil unidades comercializadas e nos tornarmos Top 3 ou ou mesmo Top 2.”
De janeiro a outubro foram emplacados 193,2 mil BYD, avanço de 120% em comparação ao mesmo período em 2025. Somente no mês passado as vendas chegaram a 21,4 mil unidades, 137,6% acima do registrado no décimo mês do ano passado.
O avanço da BYD é sustentado pela expansão da produção local em Camaçari, BA – a reportagem visitou as novas fábricas no complexo industrial ao percorrer soldagem, pintura e montagem final –, e pelo fortalecimento do portfólio de produtos híbridos e elétricos, calcado na ampliação da nacionalização das etapas de produção que, no início do ano que vem, deverá alcançar índice de 50%.

Pré-venda do Atto 2 soma 7 mil unidades
A mais recente novidade da marca, o SUV nacional e híbrido plug-in flex Atto 2, teve sua pré-venda iniciada em julho, a partir de R$ 149 mil 990. De lá para cá somou 7 mil comercializações. Somente em outubro foram mais de 2,5 mil, segundo Antunes. As entregas começaram em setembro e a linha de produção em Camaçari está quase que totalmente tomada pelo modelo.
“Estimamos um potencial de vendas de pelo menos 30 mil unidades do Atto 2 por ano.”
Somar-se-á a ele a picape híbrida plug-in flex Mako, primeiro projeto desenvolvido e fabricado no Brasil. De acordo com o executivo a perspectiva é de que sejam vendidas anualmente 20 mil unidades.
Atualmente o modelo mais vendido da BYD é o Dolphin Mini, 100% elétrico com autonomia de 220 km.

Proposta é adaptar carros com motor híbrido flex
Segundo Antunes a expansão da infraestrutura de recarga rápida nas principais rodovias do País e a introdução de motorizações híbridas flex – a ideia, segundo ele, é adaptar todos os modelos produzidos em solo baiano – também integram o plano da BYD para sustentação do volume nos próximos anos.
Um dos primeiros modelos deverá ser o Dolphin GT, como é chamada a versão híbrida flex do Dolphin G. Em julho a Agência AutoData noticiou que ele deverá ser comercializado no primeiro trimestre do ano que vem, mas, o que não era sabido àquela altura, é que ele pode chegar ao mercado brasileiro rodando com etanol e produzido em Camaçari.
O ano que vem, portanto, nas palavras de Antunes, deverá encerrar com um “crescimento absurdo”: se em 2025 foram comercializadas 112 mil unidades e, este ano, até outubro, já foram quase 200 mil, a expectativa é, no mínimo, ultrapassar 300 mil unidades em 2027.























