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e-delivery traz motor nacional e duas opções de bateria

São Paulo – Para produzir seus modelos 100% elétricos a Volkswagen Caminhões e Ônibus criou, dentro do Complexo Industrial de Resende, RJ, estrutura dedicada à eletrificação dos caminhões e, mais à frente, dos chassis. Chamado de e-shop, fica localizado após a linha de montagem onde os e-Delivery convivem com os modelos com motor a diesel, pois o processo de produção estrutural é semelhante – a cabine dele, por exemplo, é a mesma dos VW Delivery a combustão.

São Paulo – Para produzir seus modelos 100% elétricos a Volkswagen Caminhões e Ônibus criou no Complexo Industrial de Resende, RJ, estrutura dedicada à eletrificação dos caminhõesque, mais à frente, será usada também por chassis. Chamado de e-shop, fica localizado após a linha de montagem onde os e-Delivery convivem com os modelos com motor a diesel, pois o processo de produção estrutural é semelhante – sua cabine, por exemplo, é a mesma dos VW Delivery a combustão.

Essa convivência de diesel com elétricos nas linhas permite maximizar os ganhos de eficiência na fábrica. A grande novidade está mesmo no e-shop, onde são instaladas as baterias e o veículo é energizado pela primeira vez.

A VWCO oferece aos clientes duas opções de baterias: são pacotes de três ou seis módulos – e quanto mais autonomia, maior o preço de aquisição, pois são as baterias os componentes que mais encarecem o veículo elétrico. Diz a companhia que é possível percorrer até 250 quilômetros com uma carga, dependendo da configuração, e alcançar 80% da carga em 45 minutos, caso seja usado um carregador de alta tensão. O sistema de regeneração de frenagem ainda auxilia no carregamento das baterias durante a operação.

O motor elétrico, fornecido pela WEG, alcança 300kW, equivalente a 408 cv de acordo com a companhia. O ganho está nos 2 mil 150 Nm de torque, que é alcançado inclusive em baixa rotação. A empresa calcula 96% de eficiência energética do caminhão.

 

 

Este motor é acionado assim que o motorista gira a chave. A bateria recebe o comando da central de controle, compartilha com o sistema de gerenciamento, que o envia à central de distribuição, responsável por acionar o inversor de tração do motor elétrico. Ao entrar em ação o motor envia sua força diretamente ao cardã, que distribui para o eixo trativo do e-Delivery, que não usa transmissão: suas rodas giram com a força do motor.

O motor foi colocado na parte traseira do caminhão. As baterias ficam posicionadas no centro do chassi e acionam, também, os outros sistemas elétricos e eletrônicos do veículo, como ar-condicionado, sistema multimídia e tomadas de força.

Para a manutenção preventiva são oferecidos planos que englobam troca de fluidos, filtros, correio do compressor do ar-condicionado, lubrificação de componentes mecânicos, rolamentos, palhetas do limpador de para-brisa, tambor e lonas do sistema de freio.

O e-Delivery chega em duas configurações: 11 toneladas 4×2, com 10,7 ton de PBT e 6,3 ton de carga útil, e a 14 toneladas 6×2, que oferece 14,3 ton de PBT e 9,1 ton de carga útil. Seus preços, segundo o presidente Roberto Cortes, chegam a ser de 2,5 a 3 vezes superiores ao de seus equivalentes com motor diesel.

Foto: Divulgação.

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