De janeiro a agosto 691 concessionárias de automóveis e comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, motocicletas e máquinas agrícolas fecharam as portas, em decorrência do mau desempenho do setor automotivo – a queda nas vendas, somados todos esses segmentos, chegou a 18% no período, segundo informações da Fenabrave.
Alarico Assumpção Júnior, presidente da associação que representa o setor de distribuição automotiva, informou que o saldo está negativo em 347 pontos de vendas, uma vez que no mesmo período foram abertas outras 344 revendas, a maior parte de marcas que ampliam sua presença no País – Audi, BMW, e Jeep foram citadas pelo empresário.
O setor começou o ano com 8 mil pontos de vendas. Encolheu, portanto, em torno de 5% em volume de casas, além de cortar cerca de 17 mil postos de trabalho. No segmento de motocicletas, por exemplo, foram fechadas 214 revendas, além de outras 67 abrirem as portas.
O cenário esperado pelo empresário no curto prazo não é dos mais animadores. Assumpção Jr. projetou uma piora no índice de inadimplência, hoje na casa dos 4%, até o fim do ano: “O desemprego vem se acentuando nos últimos meses e deve apresentar um crescimento em setembro e outubro. Atualmente a inadimplência está em um patamar tolerável, mas projetamos um aumento de agora em diante”.
Esse aumento, porém, não deverá mexer muito com o apetite dos bancos para financiamentos de veículos. O presidente da Fenabrave ponderou que a lei que facilita a retomada do bem, aprovada no ano passado, dará mais confiança aos bancos – que, no entanto, seguirão rigorosos na aprovação de novos financiamentos: segundo o empresário de cada dez fichas apresentadas por concessionárias de automóveis e comerciais leves, apenas três são aprovadas. “Em motocicletas não chega a duas”.
Assumpção Jr. evitou falar em retomada do setor, embora tenha citado alguns pontos positivos que poderão ajudar a reduzir as quedas nos próximos meses, como os acordos com bancos estatais para financiamentos de veículos e a nova safra agrícola divulgada pela Conab, que, segundo ele, poderá ajudar a alavancar as vendas de caminhões e máquinas agrícolas.
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