
A Renault está diversificando – reforçando – a oferta de versões Sandero no Brasil. A partir deste mês a rede de concessionárias da marca oferece mais duas: a R.S. 2.0, por R$ 58,9 mil, e a GT Line, que custa R$ 49 mil. Agora o consumidor tem cinco opções do hatch, modelo mais vendido da marca aqui, com 51,9 mil unidades negociadas de janeiro a agosto.
O Sandero, sozinho, representou mais de 40% de tudo que a Renault vendeu no período, somados inclusive os veículos comerciais. É, assim, o grande responsável pelo bom desempenho da marca, que avançou 0,2 ponto porcentual em um mercado que recuou cerca de 20,4% de janeiro a agosto – as vendas da marca caíram 18,1% no período.
Desde que foi apresentado, no fim de 2007, e em especial a partir da sensível reformulação pela qual passou no ano passado, o Sandero ganhou papel cada vez mais relevante na Renault, superando rapidamente o envelhecido Clio, modelo de entrada, e o Logan, hatch pioneiro da família do Sandero. Mexer com ele, portanto, requer agora mais cuidado por parte da montadora.
Não por outro motivo o departamento de marketing escolheu o hatch para lançar agora no Brasil sua tradicional divisão R.S. – Renault Sport –, criada na primeira metade da década de 70 com a fusão dos departamentos de competição da Alpine e da Gordini e que desde então responde pelo desenvolvimento das versões esportivas dos carros da marca.
O Sandero R.S., fabricado no Paraná, é resultado do trabalho conjunto do time francês da divisão com a engenharia e o departamento de design da Renault na América Latina. Motor de 150 cv e transmissão mecânica de seis velocidades são importados e levam o hatch a acelerar da imobilidade a 100 km/h em 8 segundos e a atingir 202 km/h d velocidade máxima.
Sem opcionais, a não ser um conjunto de rodas de 17 polegadas por R$ 1 mil, o Sandero R.S. tem, mais do que vendas adicionais, a missão de reforçar para os brasileiros a imagem de desempenho e tecnologia da marca que vem sendo trabalhada há anos no campo esportivo, em especial pela constituição de equipes ou fornecimento de motores para a Fórmula 1.
Tanto que Bruno Hohmann, diretor de marketing, acredita que a nova versão deverá responder por vendas mensais da ordem de apenas 150 a duzentas unidades, contra cerca de trezentas da GT Line, que não dispõe de qualquer opcional, mas oferece todos os principais conteúdos de segurança e conforto, incluindo ar-condicionado digital e sistema multimídia e navegação. Se assim for, a R.S. responderá por nem 3% das vendas do Sandero.
O esportivo, contudo, pode amealhar alguns bons clientes fora do País. A Renault já tem como certa sua exportação para a Argentina este ano e, um pouco mais adiante, para os demais países latinoamericanos . E estuda até enviá-lo para o México, revela Hohmann, que admite que a divisão RS – cuja primeira experiência na América Latina é exatamente agora com o Sandero – pode desenvolver outros produtos para a região.
Não se trata de mero trabalho cosmético, assegura a fabricante. Para receber os logotipos R.S. a divisão esportiva trabalhou no motor, suspensões, freios e, claro, no design do Sandero. Os sistemas de admissão e exaustão – com ponteira dupla no escape – foram ampliados e os freios agora têm disco nas quatro rodas. O esportivo é o primeiro Sandero a dispor de ESP e sistema de direção eletro-hidráulica (EPHS), além dos três modos de condução selecionados por botão no painel.
Não faltam, claro, adereços estéticos específicos como saias, defletores e spoilers, além de grades e lanternas exclusivas. Os para-choques dianteiro e traseiro também são foram modificados e o interior segue a fórmula de bancos envolventes, acabamento mais chamativo e pedaleiras em alumínio.

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