“A pior crise da indústria de veículos comerciais no Brasil”.
Foi assim que Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea, definiu a atual situação do mercado brasileiro de caminhões. O primeiro bimestre fechou com 8,3 mil unidades licenciadas, retração de 35,5% com relação ao mesmo período do ano passado – que, por sua vez, já apresentara queda de 39,4% na comparação com 2014, que vinha de um recuo de 3,9% com relação a 2013, que teve queda de 7,8% com relação a 2012, que foi 4,1% menor do que 2011.

Do primeiro bimestre de 2011 para os dois primeiros meses de 2016 o segmento de caminhões recuou de 25 mil unidades para 8,3 mil caminhões, de acordo com dados da Anfavea.
“Eu nunca vi uma crise dessas no País”, disse Moraes, em entrevista coletiva à imprensa na sexta-feira, 4. “Todos os segmentos estão em queda”.
Em fevereiro o mercado voltou a apresentar baixa, tanto na comparação anual quanto na mensal. Com relação ao mesmo mês de 2015 as 3,9 mil unidades licenciadas no mês passado representam recuo de 25,3%, enquanto o volume ficou 12,8% menor do que o comercializado em janeiro.

Segundo Moraes todos os setores compradores estão com o pé no freio para novos investimentos. “Com exceção do agronegócio e talvez exportações, não temos perspectiva de crescimento em nenhum mercado. Mas estes dois não compensam a queda dos demais. A situação é dramática”.
As exportações também foram menores no primeiro bimestre: caíram 3,1%, para 2 mil 517 unidades. O alento foi o resultado de fevereiro, em alta de 17,3% na comparação anual e 99% na mensal, para 1 mil 675 embarques.
Mercados interno e externo em baixa refletem no ritmo da produção. Saíram das linhas de montagem 9,5 mil caminhões no primeiro bimestre, recuo de 40,7% com relação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro foram produzidos 5,3 mil unidades, queda de 30,8% na comparação anual e avanço de 27,3% com relação a janeiro.

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