São Paulo — Um ano após trazer para a Capital paulista o programa Geração Futuro Profissionalizante, o Instituto Renault começa a apresentar os primeiros resultados fora do eixo original, que é em São José dos Pinhais, PR, e seu bairro Borda do Campo. A iniciativa agora alcança jovens da Vila Prudente e foca em qualificação técnica e empregabilidade.
Desde 2019 o programa acumula 23 turmas formadas e 834 alunos, com taxa média de empregabilidade de 71%. A expansão para São Paulo mantém este direcionamento: em 2025 foram 69 formados nas duas regiões, dos quais treze foram contratados por concessionárias, o equivalente a 18,8%. Na Capital paulista o primeiro ciclo resultou em admissões mas concessionárias Amazonas, R Point e Sinal.
O projeto segue o modelo testado no Paraná, onde a formação profissional foi estruturada como resposta à vulnerabilidade social identificada na região da Borda do Campo, bairro com cerca de 18 mil habitantes e índice de pobreza em 74%. A proposta, agora replicada em São Paulo, busca conectar capacitação técnica a uma demanda concreta por mão de obra no setor automotivo.
Caíque Ferreira, vice-presidente do Instituto Renault e diretor de comunicação da Renault Geely do Brasil, ressaltou o caráter prático do programa: “Este projeto é totalmente coerente com a nossa visão de como contribuir para o desenvolvimento da sociedade. A formação profissional é um dos exemplos. Trouxemos para São Paulo toda a experiência acumulada em São José dos Pinhais e fomos evoluindo o curso ao longo do tempo”.
Os números mais recentes do Instituto Renault indicam um alcance mais amplo das iniciativas. Em 2025, 71 mil 217 pessoas foram beneficiadas direta ou indiretamente, totalizando mais de 1 milhão de vidas impactadas desde 2010, dentre elas, 42 mil 608 crianças atendidas em diferentes projetos.
Presidente do Instituto Renault e diretor geral da Renault Geely do Brasil, Ariel Montenegro associa a expansão à necessidade de ampliar o acesso à formação e ao emprego em diferentes regiões do País: “Eu acredito muito na força do Instituto Renault não só porque sou seu presidente, mas pela minha história pessoal. Eu também fui aluno do Instituto Renault, na Argentina. A força da educação está nisto: abrir oportunidades. Depois cabe a cada um aproveitar ao máximo”.
Montenegro afirma que a interiorização do programa acompanha a presença da montadora em todo território nacional: “O programa começou em São José dos Pinhais mas a Renault não está só no Paraná. Estamos em 90% do território nacional e temos o dever de levar oportunidades de desenvolvimento social para todo o País”.
Além do impacto social a iniciativa também responde a demanda do próprio setor automotivo. Segundo o executivo a formação de profissionais técnicos segue essencial, mesmo com as mudanças tecnológicas em curso: “Estes cursos são curtos e têm alta empregabilidade. Nosso foco é gerar transformação de vida de forma rápida e efetiva: na base das operações ainda precisamos de mecânicos e especialistas em eletrônica automotiva”.
O modelo adotado combina formação técnica, realizada em parceria com o Senai, com acompanhamento pós-curso e possibilidade de contratação na rede de concessionárias.