O desempenho do mercado automotivo brasileiro neste primeiro bimestre, com vendas 31% inferiores aos primeiros dois meses de 2015, ampliaram a convicção da diretoria da Honda: postergar a inauguração da fábrica de Itirapina, SP, foi uma decisão acertada. A não ser que ocorra uma reviravolta até o fim do ano, possibilidade não enxergada no horizonte, dificilmente a unidade começará a entrar em operação ainda em 2016, mesmo que esteja pronta para isso.
Segundo Sérgio Bessa, diretor de relações públicas da Honda para a América do Sul, há possibilidade desta inauguração ocorrer em 2017. “Temos condições de atender o mercado previsto para este ano com a produção de Sumaré. Conversaremos ao fim do primeiro semestre para reavaliar a situação, mas por enquanto a fábrica de Itirapina permanece como está”.
A situação atual é: a fábrica está pronta, mas parada. Todas as obras foram concluídas, máquinas instaladas e 120 pessoas trabalham lá dentro, para processos de manutenção. A Honda segue acreditando que inaugurar no atual estado do mercado brasileiro não compensa – é melhor deixa-la ali, inativa.
A companhia projeta igualar o volume de vendas do ano passado, em torno de 150 mil unidades, neste ano. De Sumaré saíram em 2015 cerca de 135 mil veículos – a diferença foi completada com alguns HR-V importados da Argentina para atender à forte demanda e por CR-V, vindo do México, e Accord, importado dos Estados Unidos.
Bessa admite que a produção possa ficar inferior até ao resultado do ano passado. A fábrica atualmente opera em dois turnos, sem horas extras, algo que chegou a ocorrer em 2015 – e que poderá ser aplicado novamente neste ano, caso haja necessidade.
Os planos de inaugurar a produção com o Fit permanecem, mas Bessa não descarta alguma mudança, como o HR-V e o novo Civic – que chegará ao mercado no segundo semestre e há uma grande expectativa com relação à sua demanda. A fábrica foi projetada para produzir qualquer um desses modelos.
Topo de linha – As concessionárias Honda começaram a vender no começo do mês o Accord com pequenas mudanças, automóvel que disputa com o Toyota Camry a liderança nos Estados Unidos. Produzido em Ohio, traz por dentro do capô um motor 3,5 litros IVTEC V6, que gera até 280cv com a transmissão automática AT6, com seis marchas.
Em versão única, sem opcionais, tem mudanças no para-choque, capô e grade dianteira. Por R$ 156,3 mil, a Honda pretende comercializar 120 unidades este ano. Tem como públicos-alvo executivos japoneses, ex-clientes do Civic e CR-V e antigos proprietários de versões anteriores do Accord.
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