São Paulo — Foram pouco mais de trinta dias de obras na virada do ano, com a participação de mais de 2 mil pessoas, para o que, segundo afirmou o presidente da Renault Geely do Brasil, Ariel Montenegro, “foi a maior transformação que a fábrica de São José dos Pinhais passou nos últimos quinze anos”.
A unidade, que recebe R$ 3,8 bilhões em investimento, tornou-se a mais flexível dentro do Grupo Renault no mundo, abrigando quatro plataformas diferentes. Novas tecnologias, novos processos, novos robôs, AGVs e atualização na linha de pintura foram promovidos para que dois modelos Geely e dois Renault, por enquanto, sejam produzidos por lá.
Montenegro garante: “Ela está pronta para produzir modelos Geely”.
O primeiro sai no segundo semestre, o EX5 EM-i, versão híbrida plug-in do SUV médio que estreou no Brasil importado da China. As primeiras carrocerias, ainda em ritmo de teste, já foram montadas. E não tem nada de SKD ou CKD, garantiu Montenegro: “Teremos produção completa desde o início”.
As conversas com os fornecedores já começaram, segundo o presidente. Naturalmente os primeiros modelos terão índices de nacionalização reduzidos, mas a ideia é crescer gradativamente.
As concessionárias começarão a ser abastecidas com o EX5 nacional a partir do segundo semestre. Antes, porém, uma atualização de modelo Renault será produzida no complexo. Em 2027 chegam mais um Renault, este eletrificado, e outro Geely, ainda mantidos sob sigilo.