Desta vez não deu para segurar. Se em 2014 o Brasil se manteve como o quarto mais importante mercado mundial de veículos, atrás apenas de China, Estados Unidos e Japão, mesmo com queda registrada ante 2013, em 2015 a redução veio com juros: de um ano para o outro o País perdeu três posições no ranking global e terminou o ano passado apenas em sétimo, ultrapassado por Alemanha, Índia e Reino Unido.
Assim aos poucos o País vai perdendo relevância no contexto global automotivo: se em 2014 foi o quarto maior mercado e o oitavo maior produtor do mundo, agora é somente o sétimo em termos de vendas e o nono em volume fabricado. Os dados são da Oica, Organisation Internationale des Constructeurs d’Automobiles, associação global que reúne as entidades representantes das montadoras em todo o globo.
Os números consideram a comercialização total de autoveículos – ou seja, automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – no ano passado.
Os destaques negativos do top-10 foram justamente o Brasil e a Rússia, ou dois dos quatro Brics. Enquanto o País caiu de quarto para sétimo, os russos viram resultado ainda pior: sua oitava posição de 2014 transformou-se na décima-segunda em 2015, segundo a Oica. A Rússia perdeu postos, na sequência, para França, Canadá, Coréia do Sul – que assim chegou à lista dos dez maiores do mundo – e também para a Itália.
Os demais países praticamente se mantiveram como no ano anterior, à exceção das posições que herdaram graças à queda de Brasil e Rússia.
A China liderou as vendas de autoveículos no mundo mais uma vez, e com margem tranquila: 24,6 milhões de unidades ante 17,5 milhões dos Estados Unidos, os vice-campeões. Bem distante, o Japão fecha o pódio novamente, com 5 milhões.

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