Uma ruptura tecnológica. Assim a PSA quer caracterizar diante do consumidor seu mais novo motor para o mercado brasileiro: o PureTech 1.2 de três cilindros bicombustível. É, segundo a fabricante, seu mais moderno motor, que na versão turbo foi eleito o Motor do Ano da Europa em sua categoria. Aqui, por enquanto, só mesmo o aspirado e ainda assim importado de Trémery, na França.
A produção local é estudada, mas depende de escala e de como o mercado regional caminhará, diz Carlos Gomes, presidente do Grupo PSA na América Latina.O PureTech chega às concessionárias Peugeot no começo de maio a bordo do 208, hatch que será apresentado na semana que vem com ligeiras modificações estéticas na dianteira e cuja produção oficial começou nesta terça-feira, 29, em Porto Real, RJ.
Capaz de desenvolver até 90 cavalos, o novo motor da PSA é, segundo a fabricante, o mais econômico do Brasil, além de ter menor nível de emissões de CO2. Recebeu um triplo A no programa de etiquetagem. E ainda assim, diz Gomes, garante o prazer e o desempenho de motores maiores.
Dados oficiais da montadora indicam que o 208 com o 1.2 de três cilindros percorre, com álcool, 10,9 km/l na cidade e 11,7 km/l na estrada e, se abastecido com gasolina, 15,1 km/l em circuito urbano e até 16,9 km/l na estrada. Mas em desafio interno realizado pelo departamento de engenharia da empresa, duas unidades do 208 percorreram, a uma média de 85 km/h com gasolina, mais de 1 mil quilômetros de São Paulo a Brasília sem reabastecer.
“A razão de ser do PureTech é exatamente a busca de economia de combustível e baixos níveis de emissões. Foi um trabalho conjunto de mais de três anos de profisisonais do Brasil e da França para desenvolver este motor para as condições locais”, afirma Fabrício Biondo, diretor de marketing, produto, comunicação e relações externas da PSA na América Latina.
Segundo o departamento de engenharia da PSA o 1.2 litro é até 20% mais econômico do que o atual 1.5 de quatro cilindros que equipa o 208 nacional. Para chegar lá os técnicos trabalharam em dezenas de componentes e também na redução de peso. Com bloco e cabeçote de alumínio, o 1.2 pesa apenas 65 quilos.
A PSA não confirma, mas, dentro do programa para racionalizar a produção em Porto Real, será natural a empresa abandonar a versão 1. 5 fabricada no Brasil.
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