As vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 13,1% em março na Argentina, comparado com o mesmo mês do ano passado, segundo informações divulgadas pelo Tiempo Motor, parceiro editorial da Agência AutoData naquele país, com base em dados da Acara, associação que representa o setor de distribuição local. Foram emplacados 55,8 mil veículos, ante 49,4 mil unidades comercializadas em março de 2015.
O setor automotivo argentino fechou o primeiro trimestre com 161,6 mil veículos vendidos, um aumento de 1,7% sobre os primeiros três meses do ano passado, quando foram vendidos 158,9 mil automóveis e comerciais leves.
A Volkswagen lidera as vendas do trimestre, apesar do recuo de 8,5% nas vendas, para 26,8 mil unidades. Com crescimento de 24,9%, a General Motors ameaça a liderança da marca alemã, com 26,1 mil veículos licenciados de janeiro a março. A Ford ocupa a terceira posição, com 20 mil licenciamentos, queda de 11,4%.
O bom desempenho da GM tem no Chevrolet Classic, produzido em Rosario, uma boa justificativa: o modelo foi o mais vendido no trimestre, com 8,4 mil licenciamentos, seguido de perto pelo Fiat Palio e suas 8,3 mil unidades comercializadas. O VW Gol ficou em terceiro, com 7,3 mi emplacamentos.
Pesados – Ao contrário do segmento de leves, a indústria de caminhões e ônibus fechou o trimestre em queda de 14,2%, com pouco mais de 4 mil unidades vendidas – ante 4,7 mil caminhões e chassis comercializados de janeiro a março do ano passado.
Em março o recuo foi ainda maior: 33%, para 974 unidades.
A indústria argentina de veículos pesados migrou apenas em 1º de janeiro deste ano para as regras de emissões Euro 5, que demandam caminhões com tecnologias mais avançadas e preços mais elevados. O período, segundo o Tiempo Motor, é de readequação de estoques e as expectativas da economia para o curto prazo não são das mais animadoras para se justificar investimentos sobre esse tipo de produto.
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