AutoData - Exportações crescem 24,3% no quadrimestre
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06/06/2016

Exportações crescem 24,3% no quadrimestre

Por Alzira Rodrigues

- 06/06/2016

As exportações de veículos mantêm-se em alta em número de unidades, mas a receita ainda é negativa no acumulado do quadrimestre por causa da queda nos embarques de caminhões e máquinas agrícolas. “O problema é o mix”, disse na quinta-feira, 5, o presidente da Anfavea, Antônio Megale. “Estamos exportando mais produtos de menor valor agregado e, por isso, o faturamento não acompanha o volume.”

Foram exportados 37,8 mil veículos em abril, totalizando 136,3 mil nos primeiros quatro meses do ano, alta de 24,3% em relação aos 109,7 mil embarcados no mesmo período de 2015. As vendas externas de automóveis e comerciais leves cresceram 26,2%, acumulando 128,3 mil unidades, e também as de ônibus tiveram expansão, de 15,3%, atingindo quase 2,3 unidades. Já as exportações de caminhões caíram 4,2%, em um total de 5,8 mil no quadrimestre.

No caso das máquinas agrícolas e rodoviárias a queda foi de 23,3%, com o embarque de 2,5 mil unidades de janeiro a abril. A receita total, incluindo veículos e máquinas, atingiu US$ 3 bilhões 22 milhões no período, decréscimo de 7,6% no comparativo com os US$ 3 bilhões 269 milhões exportados no primeiro quadrimestre do ano passado.

Apesar de a receita ainda ser inferior à de 2015 a Anfavea acredita em melhorias nos negócios externos nos próximos meses. “Tivemos avanços importantes por parte do governo nas negociações bilaterais”, comentou Megale. “No final do ano passado foram fechados acordos com o Uruguai e mais recentemente com Colômbia e Peru, gerando boas expectativas quanto ao fechamento de novos contratos de exportação.”

Também importante, segundo o presidente da Anfavea, as negociações em curso com os países africanos. A entidade tem trabalhado junto com o governo para detectar quais os melhores mercados para se estabelecer parcerias bilaterais.

Com relação à queda nas exportações de caminhões, o representante dessa área na Anfavea, Luiz Carlos Moraes, explicou que a venda de veículos pesados em outros países demanda maior tempo de negociações, pois envolve criação de estrutura de vendas e serviços nos mercados para os quais serão realizados os embarques. Mas garantiu que todas as montadoras de pesados, incluindo caminhões e ônibus, estão empenhadas em ampliar as vendas externas, viajando mundo afora em busca de novos negócios.

 

 


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