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16/02/2017

Preço do diesel em alta sacrifica margens das transportadoras

Por Aline Feltrin

- 16/02/2017

As transportadoras de carga e operadoras logísticas iniciaram 2017 tendo que sacrificar ainda mais suas margens de lucro com os custos da frota. De acordo com o índice de preços da Ticket Log, que mapeia as bombas das principais estradas do País desde 2013, houve aumento de 3,2% do diesel em janeiro, o que representa valor médio de R$ 3,10 por litro.

Quem roda pela BR 163, por exemplo, no trecho de Mato Grosso ao Pará, sentiu ainda mais. Lá o preço chegou a R$ 3,46 e a R$ 3,41, respectivamente, o que significa 6,6% de aumento. Na análise de Tayguara Helou, presidente da Setcesp, sindicato das empresas de transporte de São Paulo, “nestes locais há menos oferta de postos de combustível e isto reflete o diesel mais caro”.

Ele reforça a ideia de que estes reajustes impactam diretamente no custo do frete: “Os valores estão cada vez mais baixos porque, devido à recessão econômica, há mais concorrência e isto obriga as empresas a baixar seu preço para se tornar mais competitivas”.

No ranking dos itens que mais custam para manter um caminhão o diesel aparece em primeiro lugar. Em seguida vem o pneu. Há outros que também possuem representatividade nas contas, como as tecnologias para rastreamento e gerenciamento de riscos:

“Houve aumento considerável no roubo de cargas e isto tem preocupado os transportadores”.

Para Neuto Gonçalves, assessor técnico da NTC & Logística, associação nacional do transporte de carga e logística, algumas despesas indiretas, como lavagem de caminhão e manutenção de cavalo-mecânico, cujo preço subiu 6,58% em janeiro, também estão contribuindo para estrangular as margens das empresas.

“O valor da mão-de-obra também tem sido motivo de preocupação no último ano. Porém, com o índice de inflação controlado, pode ser que no ano que vem isto represente menos na planilha.”

Levantamento divulgado no início deste mês pela NTC & Logística mostra que a defasagem do frete para as transportadoras de todo o País está em 24,83% para carga lotação e 11,77% para as fracionadas. O estudo apontou também queda de 19,13% no faturamento das empresas no último ano.


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