AutoData - Brasil e China derrubam desempenho global do grupo Volkswagen
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21/02/2017

Brasil e China derrubam desempenho global do grupo Volkswagen

Por Aline Feltrin

- 21/02/2017

O grupo Volkswagen teve queda de 4% nas vendas de veículos no mundo em janeiro com volume total de 813 mil 700 unidades. Esta redução foi puxada pelo Brasil, que registrou retração de 14,6% sobre as 19,5 mil unidades comercializadas no primeiro mês de 2016, e pela China com recuo de 14% sobre os 400,1 mil veículos distribuídos naquele país.

De acordo com informações da companhia, “após um forte crescimento em 2016, os efeitos especiais na China afetaram as entregas em janeiro, especialmente no início do ano novo chinês, aumento de impostos sobre veículos com motores pequenos e restrições temporárias no planejamento nas concessionárias da marca Audi”, disse Fred Kappler, chefe de vendas do grupo da Volkswagen.

Para Vitor Klizas, presidente da consultoria JATO Dynamics, os resultados de janeiro foram pontuais e não refletem o desempenho mercado chinês em 2016. “Foi um ano estável para as vendas que saltaram de 22 milhões 300 em 2015 para 25 milhões 520 unidades no ano seguinte.”

Na análise do economista da consultoria Tendências, o desempenho do grupo no Brasil está relacionado principalmente à conjuntura econômica e a perda da competitividade da marca no País. “O modelo Gol, que já foi um dos mais emplacados, perdeu espaço e dificilmente se sustenta entre os quatro mais vendidos.”

Segundo números da Fenabrave, federação que representa as distribuidoras de veículos, desde 2014 o modelo vem perdendo posições no ranking dos carros mais licenciados do País. Até então, o Gol era o campeão de vendas, lugar sustentado durante quase 30 anos consecutivos. Já em janeiro deste ano, ele figurou em quarto lugar, com 5 mil 73 unidades em janeiro deste ano.

Ainda de acordo com dados do Grupo Volkswagen, apesar do desempenho ruim nestes mercados, a companhia registrou crescimento de 4,9% em outros locais. Na Europa, por exemplo, as entregas foram 7% maiores do que as 312,9 mil relacionadas no mesmo mês de 2015.


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