O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é um tipo de gente corajosa: disse à Agência Brasil na terça-feira, 21, que a recessão econômica já terminou no Brasil e que o País está em crescimento. Ele afirmou que a ascensão do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, que superou os 68 mil pontos na segunda-feira, 20, e a valorização de algumas ações, como as do Banco do Brasil, da Petrobras e da Vale, são “sinais sólidos de recuperação”.
Ele se disse convencido de que os indicadores são “uma mensagem de confiança no ajuste fiscal e nas reformas que o governo está propondo”. Meirelles garantiu, ainda, que aqueles indicadores “são um apoio profundo às mudanças fundamentais. Todas as reformas oferecerão recursos para a sociedade brasileira. O crescimento dos gastos geraria crise não fosse esse o tipo de medida tomada”.
Segundo o ministro a PEC do Teto foi o que impulsionou a recuperação da economia e a reforma da Previdência, além de ser fundamental, “está no centro desse processo”:
“A mensagem a ser passada é a de que é mais importante ter a segurança de que os trabalhadores receberão a aposentadoria do que a expectativa de que vão se aposentar um pouquinho mais cedo ou tarde, gerando insegurança no futuro”.
Sobre a reforma tributária o ministro observou que pretende reduzir em um quarto o tempo de trabalho que é destinado ao pagamento de impostos:
“Além de o sistema tributário ser complicado, tem o problema do tempo gasto para se pagar imposto. O tempo médio é 2,6 mil horas por ano de trabalho, pelas empresas, só para conseguir pagar. Com todas essas medidas que estão sendo tomadas será possível reduzir esse tempo para menos de 600 horas”.
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