A receita da Audi chegou a € 59 bilhões 317 milhões em 2016, resultado que mostra aumento de 1,5% com relação aos € 58 bilhões 420 milhões registrados em 2015. Já o lucro operacional totalizou € 4 bilhões 846 milhões em 2016, redução de 8% sobre os € 5 bilhões 134 milhões do ano anterior.
A companhia reconheceu provisões de € 1 bilhão 632 milhões no ano passado para fazer frente a dois problemas: o de emissão de diesel nos carros equipados com o motor V6 3.0 TDI nos Estados Unidos e o de conexão com airbags Takata que apresentaram defeitos. A geração de caixa medida pelo EBTIDA foi de € 3 bilhões 47 milhões, menor do que o apurado em 2015, € 5 bilhões 284 milhões. A redução, segundo a companhia, não reflete apenas as despesas relacionadas ao Diesel Gate – mostram, também, menor resultado financeiro.
Em 2016 a empresa investiu € 3,4 bilhões ante € 3,5 bilhões no ano anterior. O caixa gerado foi de € 17,2 bilhões, que poderá dar suporte para ao plano Speed UP! que foi anunciado no ano passado com o objetivo de aumentar a lucratividade e gerar os recursos necessários para as inovações da empresa. Até 2020 a Audi planeja lançar três modelos elétricos e entrará em novas áreas de negócios digitais. Como parte do projeto de aumentar o seu portifólio de veículos elétricos a Audi já treinou mais de 6 mil funcionários para trabalhar com tecnologia de alta tensão nos últimos três anos.
Em parceria com a Autonomous Intelligent Driving GmbH, subsidiária de Munique inaugurada recentemente, a empresa iniciou também o desenvolvimento de um novo sistema para carros autônomos. Ao mesmo tempo a empresa está desenvolvendo sistemas assistidos. No novo Audi A8, que será lançado neste ano, os clientes poderão, pela primeira vez, utilizar funções de condução autônoma.
Vendas – No ano passado, a Audi aumentou suas entregas mundiais em 3,6% para o novo recorde de 1 milhão 867 mil 738. As vendas foram puxadas pelo Audi Q7 e A4. Já no primeiro bimestre deste ano o volume de vendas recuou 7,7% com 249,1 mil automóveis comercializados. Apesar da queda no acumulado a empresa teve crescimento de 1,1% em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 125,1 mil unidades. Brasil e China foram os países que mais contribuiram para o recuo mundial de vendas da Audi no bimestre. Nos dois primeiros meses do ano foram vendidos 1 mil 465 automóveis Audi no mercado brasileiro, o que representou recuo de 45,9% sobre o mesmo período do ano passado. A queda do mês de fevereiro foi de 52,5% com apenas 630 unidades vendidas.
Na china houve recuo de 24% no acumulado com 67 mil 336 automóveis comercializados e queda de 5,38% em fevereiro, quando foram vendidas 32 mil 155 unidades. Dietmar Voggenreiter, membro do conselho de vendas e marketing da Audi AG, diz que a empresa enxerga grandes oportunidades para o futuro daquele país. “É o principal mercado mundial de vendas e de e-mobilidade.”
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