São Paulo — A neoindustrializaçao brasileira surge como caminho para articular inovação, sustentabilidade e soberania. Ao investir no desenvolvimento local e na integração da indústria com governo e centros de pesquisa, o País pode deixar de ser apenas importador para se tornar produtor e exportador de tecnologias limpas.
Com esta premissa o livro A Revolução da Mobilidade Sustentável foi lançado em 11 de setembro com o propósito de discutir a transição para um futuro sustentável, mostrando impactos, oportunidades e desafios da revolução do transporte, capaz de redifinir o sistema de mobilidade e transformar a base da infraestrutura energética e suas políticas públicas.
Organizado pelo doutor em engenharia Sérgio Roberto Knorr Velho, a obra tem 374 páginas e reúne reflexões profundas nos artigos de 25 autores, que são engenheiros, professores e pesquisadores. Lançado pela editora Bluche, o livro pode ser adquirido pelo site www.blucher.com.br ou pela plataforma da Amazon por R$ 150.
“Ele nasceu da minha tese de doutorado na Universidade de Brasília no programa de pós-graduação em sistemas mecatrônicos da Faculdade de Tecnologia, onde tive contato com os diversos especialistas.”
Em suas palavras a motivação da tese foi aprofundar o conhecimento da mobilidade sustentável dentro da transição energética que o Brasil vive atualmente.
Logo no início o livro presta homenagem ao engenheiro e industrial João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, que em 1969 fundou a Gurgel Motores com a proposta de produzir veículos 100% nacionais e que no início dos anos 1970 apresentou o protótipo de carro elétrico Itaipu. No entanto encerrou suas atividades em 1994.
Afirmações desmentidas
A introdução trata de caracterizar como mitos três afirmações comuns de quem ainda questiona a eficiência de veículos movidos a bateria:
- Eles são piores para o clima do que carros movidos a gasolina por causa das emissões das usinas de energia.
- São piores para o clima por causa das emissões geradas na fabricação das baterias.
- As baterias são pouco confiáveis e precisam ser substituídas com frequência.
“Os mitos refletem o desconhecimento e o receio natural de mudanças disruptivas. Os benefícios de eficiência, redução de emissões e desenvolvimento tecnológico superam em muito os desafios iniciais”, garante a obra.
A partir daí este verdadeiro manual da mobilidade elétrica disseca uma série de temas que estão na ordem do dia do transporte nacional.
Alguns exemplos: Flávia Consoni e Marcio Có fazem uma introdução aos veículos elétricos relatando os ciclos históricos da eletrificação veicular.
Já Artur Santana Guedes Vanderlinde e Sanderson César Macedo Barbalho observam a mobilidade sustentável e logística eficiente – o papel dos veículos levíssimos elétricos na transformação dos centros urbanos.
O organizador Sérgio Roberto Knorr Velho encerra o estudo traçando um panorama sobre as oportunidades da eletromobilidade no Brasil e em países emergentes.
Há muito mais. O leitor encontrará conteúdos pormenorizados sobre tecnologias de baterias e sua jornada circular, motores elétricos, manutenção de veículos eléricos, eletrificação do transporte público e o futuro das mobilidades conectadas.
Se não tem a pretensão de ser obra definitiva a respeito do assunto, A Revolução da Mobilidade Sustentável é referência e peça obrigatória nas estantes de quem estuda e quer compreender um pouco mais a eletromobilidade urbana hoje em expansão no Brasil.























