A Argentina viveu situação antagônica diante dos resultados de sua indústria automotiva em setembro: ao mesmo tempo em que comemorou elevação do mercado interno, continuou a lamentar a queda nos volumes produtivos e de exportação.
De acordo com números da Adefa divulgados pelo Tiempo Motor, parceiro editorial da Agência AutoData naquele país, no mês passado foram produzidos 53 mil unidades, retração de 8,3% no comparativo com setembro de 2014, de 57,8 mil. Em relação a agosto, alta de 8%.
No acumulado do ano o volume de fabricação na Argentina alcançou 417,5 mil unidades, ou 9,5% menos do que as 461,3 mil dos nove primeiros meses de 2014.
Já o mercado interno teve desempenho oposto: as vendas no atacado, de acordo com a Adefa, foram de 61,5 mil unidades em setembro, alta de 2% no comparativo anual e de 3% no mensal. Com isso o acumulado do ano aponta índice praticamente estável, em leve baixa de 0,6%, para 469 mil veículos.
Já no varejo, agora de acordo com a Acara, a Fenabrave local, os números de setembro chegaram a 65,1 mil, alta de 9,5% no comparativo anual e de 13% no mensal. Mas no ano as 500,6 mil unidades licenciadas representam 11% de baixa. Para o total do ano a previsão da associação é de 580 mil a 600 mil unidades comercializadas.
Enquanto isso as exportações argentinas, registra a Adefa, totalizaram em setembro 21,8 mil veículos, retração de 27,3% ante mesmo mês de 2014 e alta de 2,3% na comparação com agosto. Nos nove primeiros meses do ano o volume alcançou 197,3 mil, retração de 22%.
Em comunicado a presidente da Adefa, a brasileira Isela Costantini, considerou que “a redução das exportações continua a afetar os volumes de produção, algo que estamos alertando há vários meses. O Brasil não demonstra sinais de recuperação, o que levou a redução de 30% em sua demanda por modelos produzidos na Argentina desde o início do ano. Este cenário se soma a outros semelhantes, como na Colômbia e Uruguai, para citar alguns exemplos”.
A Adefa complementa que a redução na produção também se deve à falta de dólares, o que restringe o volume por falta de componentes comprados em outros países, como o próprio Brasil. Com isso os estoques da rede estão baixos – o que também prejudica uma recuperação mais contundente do mercado interno.
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