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Brasil ainda é maior que todos os países da América do Sul e Central somados

O Brasil se mantém com folga como o maior e mais importante mercado da América do Sul e Central em 2015 – e, assim, um dos mais relevantes do mundo – mesmo com a retração nos negócios verificada neste exercício. Levantamento da Agência AutoData com base em dados divulgados pela Oica, a associação mundial das fabricantes, aponta que o mercado local ainda é muito maior que a soma de todos os demais 24 países da América do Sul e Central.

Os números, relativos ao primeiro semestre deste ano, compreendem a venda total de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. De janeiro a junho o Brasil respondeu pela comercialização de 1 milhão 319 mil unidades, enquanto que a soma das vendas na Argentina, Bahamas, Belize, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Martinica, Nicarágua, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Trindade e Tobago, Uruguai e Venezuela no mesmo período foi de 970 mil unidades.

Ou seja: mesmo com a redução de 21% na comparação com o mesmo período de 2014, o Brasil ainda vendeu quase 350 mil unidades a mais que a soma de todos os países da região. Para se ter uma ideia do que isso significa, nenhum dos demais 24 mercados têm volume que chegue sequer a esta diferença. O mais próximo é a Argentina, com 312 mil unidades no período, segundo os cálculos da Oica. O terceiro maior mercado da região foi a Colômbia, com 149 mil, seguido pelo Chile, 137 mil, e Peru, 87 mil, fechando os cinco primeiros.

Assim, a magnitude brasileira pode ser comparada a outras regiões do mundo: o mercado local é maior do que o do Leste Europeu, formado por 13 países, com 596 mil, e também que a soma de todos os 27 mercados da África, de 772 mil, e empata com a região Rússia-Turquia, formada por 10 países, com 1,3 milhão.

Mas a baixa do mercado nacional registrada desde o ano passado mudou um dos comparativos globais de vendas. Até o ano passado o Brasil não só era maior que toda América do Sul e Central mas também superava a soma da América Latina, incluindo no cálculo o México. Mas neste ano, combinando uma queda de dois dígitos no Brasil e alta de dois dígitos do mercado mexicano, esse fenômeno não se repete mais. A soma de toda América Latina, excluindo-se o Brasil, chega neste primeiro semestre a 1 milhão 590 mil.

Ainda de acordo com os dados da Oica o primeiro semestre deste ano terminou com vendas totais no mundo de 44,5 milhões de autoveículos, crescimento de 1% ante o mesmo período do ano passado, de 44,3 milhões.

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