AutoData - Moan: produção tem crescimento estatístico.
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07/12/2015

Moan: produção tem crescimento estatístico.

Por André Barros

- 07/12/2015

À primeira vista os dados de produção de veículos em outubro, com avanço de 17,4% com relação a setembro, poderiam trazer uma injeção de ânimo à indústria. Mas o presidente da Anfavea, Luiz Moan, logo jogou um balde de água fria aos jornalistas presentes na coletiva realizada na sexta-feira, 6, em São Paulo: a base de comparação era muito baixa.

Saíram das linhas de montagem 205 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus no mês passado, ante 174,6 mil unidades em setembro, mês marcado por diversas paradas na produção, férias coletivas e folgas remuneradas concedidas pelas montadoras.

“Foi um crescimento estatístico”, explicou Moan. “Setembro foi fortemente influenciado por ajustes na produção para adequar os estoques”.

Os dados negativos voltam à tona quando a comparação ocorre com outubro do ano passado e suas 293,3 mil unidades produzidas, o que representa uma queda de 30,1%. No acumulado do ano saíram das linhas de montagem 2,1 milhões de veículos, volume 21,1% inferior à produção de janeiro a outubro de 2014.

Em números absolutos deixaram de ser produzidas mais de 550 mil unidades de um ano para o outro.

O desempenho reflete nos dados de emprego: em doze meses foram cortados 14,3 mil postos de trabalho. Ao fim de outubro a indústria registrou uma base de 132,7 mil trabalhadores, cerca de 900 a menos do que em setembro.

Moan novamente apontou os esforços das montadoras em manter os trabalhadores: segundo o executivo existem 45 mil pessoas com algum tipo de restrição produtiva no quadro de funcionários do setor, ou 34% do total dos empregados pela indústria automotiva. “São 35,6 mil trabalhadores no PPE [Programa de Proteção ao Emprego do governo federal], 6,6 mil em lay off e 2,8 mil em férias”.

Nos últimos doze meses foram produzidos 2 milhões 580 mil veículos, volume próximo ao estimado pela Anfavea para 2015: 2 milhões 418 mil unidades, o que representará uma queda de 23,2% com relação à produção do ano passado.


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