O déficit da balança comercial de autopeças está apresentando forte retração neste 2015: o valor calculado pelo Sindipeças até outubro, de acordo com dados divulgados na terça-feira, 1º., é de US$ 5,12 bilhões, valor 36,9% menor do que o registrado há um ano. Apenas em outubro a redução foi de 43% e, nos últimos doze meses, de 37,2%.
O quadro é resultado de uma redução mais pronunciada nas importações de autopeças, de 23,6%, enquanto que as exportações brasileiras do segmento caíram bem menos, 8,3%. Nos dez primeiros meses de 2015 as vendas no setor de autopeças para 182 países totalizaram US$ 6,46 bilhões, ao passo que as aquisições, oriundas de 157 países, chegaram a US$ 11,58 bilhões.
Em outubro, especificamente, as importações registraram a segunda maior retração do ano, de 31,3%, praticamente empatadas com agosto, em queda de 31,5%. Mas as exportações não ajudaram tanto assim o saldo do mês, pois fecharam o período com a maior retração mensal do ano, de 21%. Em março e junho o índice chegou a ser positivo.
No ano a Argentina é a maior compradora de autopeças Made in Brazil, com 33,5% de participação e queda de 8%. Em segundo lugar estão Estados Unidos, 16% do total e baixa de redução de 3%, e logo atrás o México, 9,4% do bolo e queda de 5%.
Na outra ponta os Estados Unidos são os maiores vendedores de autopeças para o Brasil, com 12,5% do total e redução de 18%. A China vem na segunda colocação, 10,5% de participação e baixa de 13,6%, e o Japão em terceiro, com fatia de 10% e retração de 16%.
Para conferir os resultados completos elaborados pelo Sindipeças acesse o link http://www.sindipecas.org.br/sindinews/Economia/BCANOV15.pdf.
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