Fazer a lição de casa para estar forte quando o mercado retornar. Este foi o recado passado por Erodes Berbetz, diretor de compras da Mercedes-Benz do Brasil, aos participantes do Seminário AutoData Compras Automotivas 2016, realizado na segunda-feira, 21, no Milenium Centro de Convenções em São Paulo, SP.
“O mercado vai voltar. Não sabemos quando: pode ser em 2017, em 2018, mas vai voltar. Seguimos, portanto, investindo”.
O executivo afirmou que a M-B monitora constantemente a situação de seus fornecedores, em especial os de Tier 1 e Tier 2, e dá suporte aos que precisam. De todo modo, é parte da estratégia da montadora reduzir o número de fornecedores: atualmente 80% das compras são feitas com 87 fornecedores, de um total de 400. 95% das compras estão na mão de 200 empresas, de acordo com Berbetz.
“Queremos concentrar os negócios e fazer contratos mais longos. Todos buscam volume e queremos dar esse volume. Essa é uma oportunidade aos fornecedores”.
Este volume virá tanto por meio do aumento de localização de peças e componentes, substituindo itens atualmente importados por produzidos aqui, quanto pelo crescimento das exportações, de veículos e componentes: “Deixamos de participar de mercados importantes, com volumes baixos, é verdade. Mas são mercados que ajudam a manter o ritmo das fábricas”.
Há também oportunidades em novos projetos: novos negócios, que demandarão novas nomeações de fornecedores. “Trabalhamos pensando no longo prazo. Atualmente conversarmos com parceiros visando fornecer para caminhões que serão lançados em 2019”.
Mas, para poder aproveitar esta oportunidade, é preciso sobreviver a esse período de depressão do mercado de caminhões. Para isso, segundo Berbetz, é imperativo melhorar a eficiência, com redução de desperdícios, processos e subfornecedores. “Precisamos trabalhar nisso forte e rápido”.
O executivo ainda reiterou a projeção de mercado brasileiro de caminhões divulgada pela M-B: 60 mil unidades em 2015. “Esperamos chegar nesse volume”.
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