AutoData - Peugeot tenta tirar 208 da imobilidade
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05/05/2016

Peugeot tenta tirar 208 da imobilidade

A Peugeot lançou na noite da segunda-feira, 4, em Fortaleza, CE, renovação de seu hatch compacto 208, que ganhou evoluções estéticas e nova central multimídia e já chega ao ano-modelo 2017. O melhor da mudança, entretanto, ficou para a área invisível aos olhos, sob o capô.

A montadora atacou os dois flancos da gama. Na entrada o motor 1.5 deu lugar a um tricilíndrico 1.2 com 90 cv quando abastecido 100% com etanol – ou apenas 3 cv a menos que a configuração anterior.

E na ponta de cima a topo de gama passa a ser versão esportiva GT, até então inexistente, equipada com o já conhecido THP, 1.6 turbo de 173 cv e pormenores estéticos exclusivos, bem como calibração de suspensão e de ESP particulares.

Há ainda as versões intermediárias, totalizando seis: Active e Active Pack têm apenas o 1.2, Allure pode receber este ou o 1.6 aspirado de 122 cv com câmbio automático, Sport, 1.6 manual de cinco marchas, Griffe, também com o 1.6 e câmbio automático, e a GT, com o THP e câmbio manual de seis marchas.

Os preços do 1.2 são equivalentes aos praticados para o antigo 1.5: a partir de R$ 48,2 mil chegando a R$ 55 mil. As intermediárias vão de R$ 60 mil a R$ 65 mil e o GT chega a potentes R$ 79 mil.

De acordo com Ana Theresa Borsari, diretora geral da Peugeot do Brasil, a projeção de vendas para o novo 208 é chegar à casa de 1 mil unidades/mês – como referência, no primeiro trimestre do ano o modelo fez, segundo números da Fenabrave, média pouco menor do que 800 unidades mensais, enquanto que em 2015 chegou a 1,1 mil.

A estratégia para o 1.2, explicou a executiva, será reforçar seus atributos de consumo: segundo a Peugeot trata-se do motor mais econômico do País – pelos cálculos da fabricante, em ciclo urbano o 208 atinge consumo 37% menor do que o registrado com o 1.5, chegando a 15,1 km/l quando abastecido com gasolina.

De acordo com Carlos Gomes, a chegada do 1.2 tricilíndrico à gama do 208 foi necessária para que a montadora pudesse atingir os níveis de eficiência energética exigidos pelo Inovar-Auto. Tanto assim que esta configuração será comercializada apenas no Brasil – em versão flex, até então inédita. Na Argentina, para onde o 208 é exportado, prosseguirá a oferta dos 1.5 e 1.6.

Os 1.2, pelos cálculos de Borsari, deverão responder por 60% a 65% do total de vendas da nova gama do 208.

Já para o GT a tática será chamar a atenção para sua condição de prazer e diversão ao dirigir – para a diretora geral, trata-se do “modelo nacional mais emocionante do mercado”. A expectativa é que esta responda por 5% a 10% dos volumes de comercialização, ou algo como de 50 a 100 unidades por mês.


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