As vendas de motos no Brasil continuam em queda. Em janeiro os licenciamentos somaram 67 mil 596 unidades, recuo de 13,9% no comparativo com janeiro de 2016, quando foram emplacadas 78 mil 538. Esse desempenho é explicado pela pior média diária de vendas desde 2003: por dia 3 mil 73 motocicletas foram licenciadas – em 2003 a média diária foi de 2 mil 920 unidades. Os dados foram divulgados na quarta-feira, 8 pela Abraciclo, entidade que reúne e representa as empresas fabricantes.
Já com relação à produção as fabricantes começaram o ano acelerando. Em janeiro saíram das linhas de montagem 81 mil 646 motocicletas, ante 75 mil 959 no primeiro mês de 2016, o que representa elevação de 7,5%.
Como afirmou Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, “o aumento de produção registrado em janeiro ocorreu em função das bases de comparação baixas de dezembro, quando as fabricantes se encontravam em férias coletivas. O que se verifica ainda é um ritmo lento na comercialização, com os consumidores tendo dificuldades para obter financiamento e as redes de concessionárias buscando formas variadas para viabilizar os negócios”.
Além disso, segundo dados da entidade, o que puxou a produção no mês passado foram as exportações. As vendas externas somaram 5 mil 769 unidades, alta de 72,9% com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 3 mil 336 motocicletas.
As vendas no atacado – para as concessionárias – chegaram a 67 mil 136 unidades em janeiro, alta de 19,8% com relação a dezembro, com 56 mil 51, e de 14,2% em comparação com janeiro de 2016, 58 mil 801.
Para o ano a entidade estima que serão produzidas 910 mil motos, aumento de 2,5% com relação a 2016. Os licenciamentos devem atingir 890 mil unidades, queda de 1,1%, e as exportações devem somar 93 mil motocicletas, crescimento de 57,6%.
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