As vendas de veículos importados caíram 44,5% no primeiro bimestre deste ano, segundo dados da Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores. Em janeiro e fevereiro foram emplacados 3 mil 631 unidades, ante 6 mil 543 no mesmo período de 2016. Os dados, segundo o presidente José Luiz Gandini, só refletem a queda expressiva do segmento de importados iniciada em 2012, quando começou a vigorar o Inovar Auto.
Gandini acrescentou que este ano as associadas à entidade devem comercializar 30 mil veículos no Brasil. O volume representa exatamente as cotas, somadas, que cabem a cada importadora sem o aumento de 30 pontos porcentuais de IPI, Imposto sobre Produto Industrializado. Esse volume representa queda de 16,3% no comparativo com 2016. Em 2011, um ano antes do Inovar Auto, a venda de veículos importados chegou a 199 mil 422 unidades. No ano seguinte, já sob as novas regras, os licenciamentos caíram para 129 mil 450 veículos. De lá para cá as vendas de importados caem ano a ano.
Para Gandini o volume de 2011 não será mais alcançado pelas empresas que atuam no País:
“Além da questão das cotas, que permite que cada empresa possa importar no máximo 4,8 mil veículos sem o acréscimo de 30 pp do IPI, há ainda o câmbio que não está favorável à importação como há seis anos. Mas há um volume represado no mercado. Sem essa majoração do imposto podemos chegar a 60 mil unidades. Esse é o mercado que esperamos para 2018”.
No próximo ano termina o Inovar Auto e com isso espera-se que não se cobre IPI maior para os veículos importados: “O que reivindicamos são regras iguais para todos. Mas a situação está difícil. Ficamos insignificantes diante dos números baixos que apresentamos ano após ano. Estamos administrando quirela, o nosso negócio ficou muito pequeno.”
Nos últimos seis anos foram fechadas 410 concessionárias de veículos importados – em 2016 somavam 450. Além disso, resgatou Gandini, em 2011 as empresas empregavam 35 mil pessoas “e no ano passado esse número passou para 13,5 mil funcionários diretos”.
O número de empresas importadoras caiu de 26 para dezoito. A cota de importação que cabia a estas sete empresas não foi repassada às remanescentes: “Podemos melhorar o desempenho se a cota de empresas que deixaram o mercado neste período fosse repassada às importadoras que ainda operam. São cerca de 15 mil carros a mais para vendermos: há demanda para isto”.
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