Ainda que mantendo quadro temerário, os números de abril trouxeram um leve, levíssimo, sinal de melhora nos índices produtivos de veículos no Brasil. O primeiro quadrimestre terminou com 658 mil 745 unidades saindo das linhas de produção, segundo dados da Anfavea revelados em coletiva à imprensa na quinta-feira, 5, em São Paulo.
Este volume representa redução de 25,8% ante mesmo período do ano passado, quando foram fabricados no Brasil 887 mil 843 veículos. Para Antonio Megale, novo presidente da associação, este resultado é “bastante preocupante”.

Entretanto o índice revela uma ligeira recuperação ante os meses anteriores de 2016 e, por incrível que possa parecer, é o melhor resultado registrado este ano no comparativo com 2015 neste quesito. No primeiro bimestre a retração fora de 31,6%, e no primeiro trimestre de 27,8%. O acumulado do quadrimestre é mais positivo, por assim dizer, também ante janeiro, menor 29,3%.
Abril, isoladamente, respondeu por 169 mil 813 unidades fabricadas na soma de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume é 22,9% menor do que o mesmo mês de 2015 e 13,6% abaixo de março.

O nível de emprego no setor automotivo se manteve estável em abril ante março, com aproximadamente 128,4 mil postos de trabalho ativos. Mas na comparação com o mesmo mês de 2015 a queda é de 8%, ou 11 mil empregos a menos. Megale afirmou que hoje 35,6 mil funcionários estão afastados de alguma forma – 29,6 mil pelo PPE e 6 mil em lay off. “Esse volume representa quase 30% da força total de trabalho. As montadoras estão fazendo todos os esforços possíveis para manter o quadro, que é altamente capacitado e treinado. A situação é delicada.”

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