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10/10/2016

Greve dos bancos prejudica venda de motos

Por Alzira Rodrigues

- 10/10/2016

As vendas de motocicletas no varejo atingiram apenas 66,8 mil unidades em setembro, com retração de 12,6% na comparação com agosto. Quando foram negociadas 76,4 mil unidades. No acumulado dos primeiros nove meses do ano a queda chega a 27,1%, com 687,3 mil emplacamentos contra os 942,6 mil de idêntico período de 2015.

Os dados foram divulgados na sexta-feira, 7, pela Abraciclo e indicam o pior desempenho do setor desde 2003. Segundo o presidente da entidade, Marcos Fermaniam, a greve dos bancos, que se estendeu por mais de 30 dias, contribuiu para a desaceleração do mercado. A média diária ficou em 3.182 unidades em setembro, a queda de 4,3% em relação à do mês anterior.

A estimativa é de que pelo menos 4 mil vendas foram perdidas por causa do movimento trabalhista:

“A paralisação dos bancários atrapalhou os consorciados a darem lances e também impediu a liberação de CDC, Crédito Direto ao Consumidor. Acreditamos que se não fosse isso teríamos pelo menos repetido a média diária de vendas de agosto, o que indicaria a estabilidade que havíamos previsto a partir de setembro”.

Apesar da greve, o presidente da Abraciclo admite que o mercado ainda segue em compasso de espera, no aguardo que as medidas prometidas para a retomada da economia sejam efetivamente colocadas em prática. De qualquer forma, acredita que haja pelo menos estabilidade neste último trimestre do ano.

Acompanhando a desaceleração do mercado interno, a produção recuou 13,3% em setembro com relação a agosto, com, respectivamente, 80,5 mil e 92,8 mil motos produzidas. Nos nove primeiros meses de 2016 saíram das linhas de montagem apenas 712,9 mil motos, expressivo decréscimo de 31% frente a mais de 1 milhão unidades registradas no mesmo período do ano passado.

Também as exportações do setor estão menores este ano do que 2015. As vendas externas somaram 43,7 mil motos até setembro, 4,7% a menos do que nos nove primeiros meses do ano passado.

As motos brasileiras são exportadas principalmente para a Argentina e também lá, lembra Fermaniam, registra declínio com relação a 2015.

Nova associada – A Abraciclo passa a ter uma nova associada, a Ducati, contando agora com quatorze afiliadas entre fabricantes de motocicletas, ciclomotores e bicicletas.

Antonino Labate, presidente da Ducati do Brasil, disse durante o encontro promovido pela Abraciclo que será importante para a marca fazer parte da principal entidade do setor: “Nos ajudará a enfrentar este momento delicado da economia brasileira e dará força para traçarmos, juntos, uma trajetória bastante sólida para a marca Ducati aqui no Brasil”.


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