Araquari, SC – Fica escondido por detrás do biombo corporativo o porcentual de índice de nacionalização da produção dos BMW Serie 3, X1, X3 e X4 em Araquari, SC. É possível dizer, porém, que evoluiu bastante em oito anos, desde a inauguração da fábrica. E é meta da companhia deixá-lo maior, segundo o diretor geral da unidade, Otávio Rodacoswiski:
“Buscamos sempre nacionalizar mais. É vantagem competitiva em algumas ocasiões, mas o custo ainda segue impeditivo em parte dos casos”.
Araquari é uma operação de baixo volume: a expectativa para 2022 é produzir 10 mil unidades. Itens como bancos e vidros são entregues por fornecedores locais, assim como os chicotes, o que garantiu à unidade manutenção do ritmo de produção mesmo com a guerra na Ucrânia, país que é tradicional fornecedor do componente.
Dentro da fábrica existe também uma operação da Benteler, que faz a montagem do motor, flex, que é entregue à linha de montagem. A maior parte destes componentes, porém, vem de fora.
Em Araquari são feitas a armação e solda da carroceria, pintura e montagem final, assim como pesquisa e desenvolvimento – alguns projetos de engenharia atendem à operação global. A estamparia fica fora do País, em um planejamento da própria BMW que concentra em uma fábrica a produção de peças estampadas, ainda que os modelos sejam feitos em outras. Do Serie 3, por exemplo, é feita toda em Munique, Alemanha. Do X1 em Regensburg, também na Alemanha.
Segundo Rodacoswiski todos os BMW produzidos em Araquari são feitos sob encomenda. O tempo de um carro na linha chega a 23 horas e todos os modelos são testados em pista, para garantir a excelência em qualidade que, segundo ele, é a mesma de outras fábricas BMW no mundo.