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Euro 6 da Scania promete reduzir até 8% o consumo de combustível

Modelos chegarão à rede a partir de fevereiro
Scania 500 R 4x2 Highline general cargo transport

Itupeva, SP – A Scania apresentou sua linha de caminhões Euro 6, cuja produção terá início em fevereiro. E lançou a linha Super, que inclui os modelos rodoviários, com plataforma de trem de força considerada pela Scania como a mais eficiente de seu portfólio, com motor de 13 litros e promessa de economia adicional de combustível de até 8%.

Adicional porque sua nova geração de caminhões, no mercado há três anos, agregou tecnologias que, ao todo, reduzem em 20% o consumo de diesel segundo os seus cálculos. Além disso os veículos Super agregam maior torque aos caminhões com baixa rotação.

A melhoria para reduzir a emissão de material particulado incluiu o processo de desenvolvimento do produto e exigiu aporte para preparar o parque fabril de São Bernardo do Campo, SP. Está sendo investido R$ 1 bilhão que integra ciclo de investimento de R$ 1,4 bilhão, iniciado em 2021 e que será concluído em 2024.

Na Europa foram consumidos 2 bilhões de euro para o desenvolvimento da tecnologia, o que demorou pelo menos cinco anos para que fosse maturado.

Segundo o CEO da Scania Latin America, Christopher Podgorski, 37 unidades já estão sendo testadas, inclusive com clientes, como a Tora. Foram percorridos 4,3 milhões de quilômetros desde 2018: “Estamos apresentando com lapso de tempo cada vez menor o que existe de tecnologia mais avançada. É o produto europeu já tropicalizado, devidamente testado e que entra em produção na virada do ano”.

Christopher Podgorski

A fábrica de motores foi ampliada em 72%, para 43 mil m2. Diante do investimento e ampliação a equipe foi reforçada e quinhentos funcionários foram contratados, contou Podgorski.

“Revolucionamos nossa fábrica de motores. Não só de dimensão mas, também, na gama de produtos 100% fabricados no Brasil em termos de usinagem e montagem. É um produto completamente novo. Motores, transmissões e eixos serão produzidos em São Bernardo a partir de fevereiro.”

Na prática Paulo Moraes, vice-presidente de vendas e marketing da Scania Latin America, exemplificou  a economia no bolso ao comparar frota de 10 mil caminhões Scania Super versus modelos da linha atual.

“Esses 8% de economia traduzidos em quilômetros dão diferença de 104 milhões de quilômetros, 2,6 mil voltas a menos no planeta Terra. A eficiência está em fazer mais com menos. E em um ano essa frota emite 8,4 toneladas de CO2 a menos. Esses veículos deixam de queimar em formato de diesel R$ 220 milhões. Isso no fim das contas é mais dinheiro no bolso dos clientes.”

O diretor de desenvolvimento de negócios da Scania, Marcelo Galllao, afirmou que foi necessária uma disrupção para atingir essa eficiência: “Mudamos motor, eixo, câmbio. Todo o sistema que move o caminhão. O novo motor conta com dois comandos acima do cabeçote. Virabrequim também é novo. O sistema é revolucionário para conseguirmos 250 bar de pressão. Significa 250 vezes a pressão atmosférica e 120 vezes a pressão do pneu do carro para conseguir essa eficiência na queima”.

Os veículos da linha Super também têm novas caixas de câmbio feitas com alumínio e não de ferro fundido. Com isso a redução de peso é de 75 quilos, segundo Gallao. O óleo cai via bicos de spray, então todo o trem de engrenagens roda sem o desgaste de ter o carregamento de óleo, o que confere 2% de economia — tecnologia presente nos outros modelos Euro 6, que têm essa redução adicional no consumo de diesel.

“Uma das vantagens dessa caixa é que com a troca de marchas mais rápida o consumo é menor. Em menos de 150 milésimos de segundos faz a troca e elimina picos de consumo. Outra é a longevidade de 800 mil a 1 milhão de quilômetros.”

Os motores Super também proporcionam redução de 50% nas paradas de manutenção, informou o diretor geral de operações comerciais no Brasil, Sílvio Munhoz: “Um caminhão passa duas semanas por ano parado para manutenção. A diminuição de metade desse tempo significa uma semana a mais”.

Sílvio Munhoz

A capacidade máxima de tração da linha Super é de 90 toneladas. E se o condutor sai da faixa o sistema Adas traz, automaticamente, o volante volta o caminhão para a pista. Ele também auxilia na detecção de pontos cegos.

O Super estará disponível nas versões 420, 460, 500 e 560 cv. Gallao afirmou que com o ganho de torque o 460, por exemplo, entrega mais ou menos o mesmo que o 500 de hoje: “O 560 possui torque de que, até então, só os modelos V8 dispunham”.

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