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Mitsubishi terá SUV híbrido no Brasil em 2024

SOMENTE PARA ASSINANTES: Mauro Correia, CEO da HPE, participou do primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2024.

São Paulo — A Mitsubishi terá um SUV híbrido à venda no Brasil no ano que vem, garantiu Mauro Correia, CEO da HPE, representante da marca no País, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2024, organizado de 21 a 22 de novembro no Espaço Fit Eventos, em São Paulo. Será o primeiro produto de um projeto de ampliação do portfólio da marca no Brasil para os próximos três anos.

O SUV híbrido será importado, mas a intenção de Correia é produzir mais carros em Catalão, GO, onde a HPE monta a picape L200 e Eclipse Cross. Com a ampliação da produção local um dos objetivo é aumentar a exportação de veículos: “Fizemos pequenas exportações, mas queremos algo mais sólido. Temos uma vantagem do Brasil que é ter acordos bilaterais, então temos que ser mais competitivos do que outros países da Ásia”.

A aposta nas vendas externas vem a reboque de um crescimento geral do mercado, que Correia projeta ser na faixa dos 5%, com um volume total de 2 milhões 150 mil veículos em 2024: “Dependerá de algumas ações do governo. Se o dólar ficar de R$ 5 a R$ 5,10, e a Selic na faixa dos 9%, será muito bom para o mercado”.

Descarbonização

Correia propõe que o foco da indústria seja na descarbonização e não na eletrificação: “Podemos ter motores eficientes a combustão”.

Para o CEO da HPE um país de dimensões continentais como o Brasil ainda precisa de diferentes tecnologias para atingir o objetivo de reduzir as emissões de carbono na atmosfera: “Um carro elétrico em um centro urbano como São Paulo faz sentido, mas no Centro-Oeste um fazendeiro ainda precisa de uma caminhonete a diesel para percorrer 500 quilômetros em estradas de terra. Precisaremos eletrificar? Sim, é uma tecnologia que nos ajuda, mas precisamos atender a todo tipo de cliente. O Brasil precisa legislar sobre o resultado das emissões e não sobre a tecnologia”.

Correia também diz que a matriz da marca, que faz parte de uma aliança composta também por Renault e Nissan, investe na eletrificação por causa da Europa, mas não deixa de lado o desenvolvimento de propulsores eficientes a combustão.

“Muitos países ainda não absorveram os carros elétricos por causa do custo. Aqui temos uma tecnologia nossa, que é o etanol e que podemos exportar. O importante é a descarbonização.”

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