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Caoa trabalha em nova marca, própria, para o mercado brasileiro

Operação seguirá em paralelo com a produção e vendas de Caoa Chery e Hyundai

Franco da Rocha, SP – A Caoa trabalha na criação de sua marca própria de veículos para o mercado brasileiro, com desenvolvimento local de produtos e de rede de fornecedores. Segundo o CEO, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, há um aporte programado para esta nova divisão, embora não tenha revelado o valor. Existe a possibilidade, até, de abrir o capital no futuro.

A companhia anunciou no ano passado investimento de R$ 3 bilhões em Anápolis, GO, onde produz modelos Caoa Chery e Hyundai. Inclui modernização da linha de montagem e expansão da capacidade produtiva. Segundo Andrade Filho a unidade pode produzir até 150 mil veículos por ano. No ano passado saíram das linhas 35 mil unidades e em 2024 a expectativa é crescer para 65 mil.

A introdução de uma nova marca nas linhas goianas não significaria o fim da parceria com a Chery, da China, e com a Hyundai, da Coreia do Sul: “Será uma nova marca nossa, com produção nacional. O trabalho de desenvolvimento já está em andamento. Mas não abandonaremos os negócios atuais: será um novo braço de atuação no mercado de veículos”.

A parceria da Caoa com a Hyundai chegou a ser questionada na Justiça, pois a empresa sul-coreana, que produz em Piracicaba, SP, pretendia assumir toda a operação no mercado brasileiro. Hoje a gama importada, e alguns modelos nacionalizados em Goiás, são controlados pela Caoa, que em 2021 ganhou o processo e segue representante por mais dez anos.

Com a Chery o relacionamento anda abalado: no fim do ano passado a companhia lançou duas novas marcas, a Omoda e a Jaecoo, independentes da operação que divide com a Caoa. Existe, inclusive, plano de produzir os modelos em Jacareí, SP, fábrica da joint-venture que está parada desde 2022. Segundo Andrade Filho a unidade não está à venda e o tema sequer entrou em discussão.

O CEO não revelou pormenores do portfólio da nova marca, mas deixou transparecer que o primeiro modelo deverá ser um SUV, crossover ou picape:

“Usaremos o nosso aprendizado de anos de mercado para avançar com a nova marca. Temos uma equipe no Brasil de mais de cem engenheiros capacitada para realizar parte do desenvolvimento, que leva de dois a três anos. Podemos, também, buscar empresas parceiras no País para nos ajudar no processo”.

A compra de novas ferramentas para a fábrica de Anápolis, assim como a de novas tecnologias, já está em andamento como parte do desenvolvimento. A intenção é ter uma área de prensa na unidade.

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