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Governo mantém em 14% mistura de biodiesel no diesel para conter inflação

Planejamento do CNPE era elevar porcentual para 15% a partir de 1º de março

São Paulo – Para segurar o avanço na inflação dos alimentos o CNPE, Conselho Nacional de Política Energética, optou por manter em 14% a quantidade de biodiesel misturada ao óleo diesel. O cronograma do governo previa que a partir de 1º de março o porcentual seria elevado a 15%.

A decisão baseia-se no fato de que o aumento da mistura encareceria o combustível usado no transporte de cargas, o que refletiria nos preços dos alimentos – atualmente o diesel corresponde a 35% do valor do frete dos caminhoneiros. Isto aconteceria mesmo com o fato de a maior parte do biodiesel utilizado no País ter a soja como origem, item que em sua maioria é exportado.

Se crescesse o porcentual do biodiesel, mais caro, o diesel registraria seu segundo aumento em um mês. Em busca de reduzir a defasagem em comparação ao preço internacional no fim de janeiro a Petrobras elevou o valor do litro para as distribuidoras em R$ 0,22.

O programa do governo federal Combustível do Futuro, sancionado por lei em outubro, estabelece que a quantidade do biodiesel no diesel varie de 13% a 25%. A adição, todavia, é obrigatória desde 2008, como parte de política nacional para diminuir a poluição do transporte de cargas.

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