Como diz Eduardo Bennacchio, gerente de engenharia de produto da Toyota no Brasil, “tudo no projeto de um carro é compromisso”. No caso do recém-lançado Yaris Cross esses compromissos ficam bastante explícitos quando se está ao volante do carro: o desempenho é o que pode ser chamado de turístico, tudo é muito suave, justamente porque o objetivo é o de oferecer um SUV urbano confortável e fácil de dirigir, que privilegia economia de combustível em detrimento de potência ou condução esportiva.
Com produção atrasada e poucos carros disponíveis, a Toyota colocou seu novo carro para ser testado por jornalistas em um circuito fechado, o autódromo da Fazenda Capuava, no Interior Paulista. Embora este não seja o meio ambiente ideal de um SUV urbano sem nenhuma pretensão esportiva, o Yaris Cross se comportou muito bem nas curvas, acelerações e frenagens no trajeto traçado com alguns obstáculos para simular situações de direção na cidade.
Nas versões a combustão do Yaris Cross o motor flex aspirado 1.5 de 122 cavalos com injeção direta e câmbio automático tipo CVT, com simulação de sete marchas e borboletas no volante para trocas manuais, está longe de proporcionar fortes emoções com aceleração de 0 a 100 km/h em turísticos quase 13 segundos, segundo medição da Autoesporte.
Mas o desempenho também está longe de ser insuficiente. O powertrain é adequado para o que o carro foi pensado: rodar de 70% a 80% na cidade e, de resto, levar a família para uma viagem, sempre em velocidades comportadas, sem problemas para atingir o limite máximo da rodovias brasileiras, de 90 a 120 km/h.
Esta reportagem foi publicada na edição 430 da revista AutoData, de Março de 2026. Para lê-la completa clique aqui.