São Paulo – Empenhada em prosseguir com a reestruturação de sua operação na Alemanha para cortar custos, em meio à demanda mais fraca e à concorrência mais acirrada, a Volkswagen garantiu novos acordos para demitir mais de 28 mil funcionários até 2030. O número se assemelha aos 25 mil desligamentos anunciados em novembro que trouxe redução de mais de 20% nos custos no ano passado.
Segundo reportagem da Automotive News Europe o CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, informará aos acionistas na assembleia anual da empresa, em 18 de junho, que o programa de redução do efetivo está dentro do cronograma. Até o fim deste ano é previsto o corte de 19 mil postos de trabalho em fábricas na Baixa Saxônia e em Osnabrück.
Considerando as divisões Volkswagen, Audi, Porsche e Cariad até 2030 os desligamentos terão atingido 50 mil funcionários.
Segundo Blume a Volkswagen gerou reduções de custos de cerca de € 1 bilhão por meio de acordos trabalhistas e da diminuição do quadro de funcionários. A meta do grupo é alcançar economia líquida anual de € 6 bilhões até o fim da década. Mas as crescentes pressões externas estão, em grande parte, anulando os benefícios dos cortes de gastos.
Segundo Blume a Volkswagen absorveu dezenas de bilhões de euros em dificuldades decorrentes da deterioração do ambiente de mercado, o que limitou o impacto nos lucros reportados.





