São Paulo — O adiamento do início das operações da linha de crédito do Move Brasil para mototaxistas e entregadores de aplicativos foi considerado positivo pela Abraciclo. Segundo seu presidente, Marcos Bento, a decisão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, de transferir o início do programa de 13 para 27 de julho permitirá concluir os testes tecnológicos do governo com as instituições financeiras para que a operação comece com maior segurança.
De acordo com o executivo a postergação atende a uma necessidade técnica e deve evitar problemas semelhantes aos registrados no lançamento de outros programas de financiamento: “Houve uma previsão de que este programa seria iniciado hoje [segunda-feira, 13] mas, de forma correta, após discussão técnica, o governo decidiu postergar o início para 27 de julho, com o principal objetivo de realizar testes sistêmicos junto às instituições financeiras”.
Marcos Bento observou que o adiamento também permitirá esclarecer uma das principais dúvidas dos futuros beneficiários: o cadastro no aplicativo do governo representa apenas a primeira etapa do processo e não garante a liberação do financiamento.
“É importante lembrar que isto é uma linha de crédito. Após o cadastramento este mototaxista, motoboy ou entregador necessariamente terá de procurar uma instituição financeira, que avaliará e aprovará, ou não, o crédito dele. Após esta aprovação ele estará apto para adquirir a motocicleta ou a bicicleta prevista no programa.”
Segundo o presidente da Abraciclo este esclarecimento é necessário porque muitas pessoas associam o cadastro à aprovação automática do crédito. A análise financeira, contudo, continuará sendo realizada pelos bancos participantes, assim como ocorre em qualquer outra modalidade de financiamento.
Expectativa permanece positiva
Apesar do adiamento a Abraciclo mantém uma avaliação positiva sobre o potencial do Move Brasil para estimular o mercado de motocicletas dedicadas ao transporte de passageiros e entregas: “O principal objetivo foi que a indústria nacional fosse incluída neste programa”.
Embora ainda não exista uma estimativa sobre o número de mototaxistas e entregadores que deverão contratar a linha de crédito em 2026 a expectativa da entidade é positiva.
Bento também afirmou que as empresas fabricantes não pretendem desenvolver motocicletas específicas para o Move Brasil. Segundo ele os modelos elegíveis já fazem parte dos seus portfólios e atendem aos requisitos definidos pelo governo.
O presidente da Abraciclo disse que o setor manterá a projeção de produzir 2 milhões 70 mil motocicletas este ano. Neste sentido uma eventual revisão dependerá dos resultados efetivos do programa após o início das operações.
“Monitoramos todos os indicadores do mercado. Caso seja necessário faremos uma revisão, mas, neste momento, mantemos a projeção de 2 milhões e 70 mil unidades.”












