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Trabalhadores da Volkswagen cobrarão CEO sobre plano que pode atingir 140 mil empregos

CEO participará de assembleias em três fábricas alemãs no fim de agosto
Oliver Blume

São Paulo — Os trabalhadores da Volkswagen terão, no fim de agosto, a oportunidade de questionar diretamente o CEO do grupo, Oliver Blume, sobre o plano de reestruturação. De acordo com o conselho de trabalhadores a medida pode colocar em risco até 140 mil empregos na Alemanha, segundo a agência de notícias Reuters.

As assembleias estão marcadas para 25 e 26 de agosto. Na ocasião Blume participará de encontros na sede da companhia, em Wolfsburg, Alemanha, e também nas unidades de Emden e Zwickau. Estas, por sua vez, estão na relação de fábricas que podem ser fechadas caso a montadora não encontre alternativas.

Além disto o conselho cita como vulneráveis a fábrica da Audi em Neckarsulm e a unidade da Volkswagen Veículos Comerciais em Hannover. Ao mesmo tempo o grupo avalia o futuro destas operações dentro do programa de redução de custos liderado pelo executivo.

Segundo representantes dos trabalhadores, Blume defende a eliminação de mais 50 mil postos de trabalho além dos 50 mil já negociados com os sindicatos. Por outro lado, na avaliação do conselho, um eventual fechamento de fábricas após 2030 ampliaria o impacto para cerca de 140 mil empregos.

A Volkswagen evitou comentar os números e, segundo a Reuters, informou apenas que não há decisões tomadas sobre o tema.

Trabalhadores da Volkswagen resistem ao plano

A convocação das assembleias ocorre poucos dias depois de Blume confirmar internamente a intenção de reduzir em 100 mil o quadro de funcionários da Volkswagen até 2030, plano que já enfrenta forte resistência dentro da própria empresa.

Deste modo a proposta foi rejeitada pela maioria do Conselho de Supervisão do grupo, formado por representantes dos acionistas e dos trabalhadores. No rol de votos contrários está o do Estado da Baixa Saxônia, acionista da companhia e tradicional aliado dos sindicatos nas discussões sobre emprego.

Na ocasião Blume também apresentou medidas para simplificar a gama de produtos, concentrar investimentos em segmentos mais rentáveis e elevar a competitividade da operação. Embora tenha afirmado que existem alternativas ao fechamento de fábricas o executivo reconheceu que algumas unidades ainda não apresentam condições suficientes para receber novos investimentos.

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