Em destaque

Prefeitura de Jacareí inicia processo de desapropriação da fábrica da Caoa Chery

Prefeito Celso Florêncio enviou ofício à presidência dos dois grupos avisando que prazo para apresentação de um plano de retomada chegou ao fim

São Paulo – A Prefeitura de Jacareí enviou na segunda-feira, 20, ofício às presidências do Grupo Caoa e Chery avisando que deu início ao processo de desapropriação da fábrica lá instalada e que está sem produzir desde 2022. Segundo o prefeito Celso Florêncio afirmou em sua rede social o prazo concedido à empresa para apresentar um plano de retomada chegou ao fim.

“A doação do terreno estava condicionada a ter uma fábrica em funcionamento, com geração de empregos. Na nossa visão houve uma quebra de contrato”, afirmou em entrevista à TV Vanguarda. “Vamos levantar os investimentos feitos pela Prefeitura, a valorização do terreno da fábrica e no início do ano que vem levaremos a leilão.”

A fábrica de Jacareí foi a primeira de uma montadora chinesa inaugurada no Brasil, em 2014, com a produção do Celer e do QQ. À época a Chery estava sozinha na empreitada. Três anos depois a Caoa entrou como parceira e, juntas, produziram veículos até 2022, quando anunciaram a suspensão das atividades.

Na ocasião a empresa justificou a parada como uma medida para remodelar a unidade e prepará-la para a produção de veículos eletrificados. O que ocorreu, no entanto, foi a concentração da montagem dos modelos Caoa Chery em Anápolis, GO, sem apresentar qualquer plano para o futuro de Jacareí.

A chegada da Omoda Jaecoo no Brasil, e depois da Jetour, ambas do Grupo Chery, deu esperanças de que a unidade poderia ser reaberta para montagem dos modelos das outras marcas do grupo chinês, mas nenhum passo foi dado neste sentido. A Omoda Jaecoo deverá oficializar em breve a montagem de modelos em Itatiaia, RJ, em unidade hoje em posse da JLR.

A Caoa fez parceria com outra empresa chinesa, a Changan, e mais uma vez adotou Anápolis como centro produtivo.

Diante do impasse o prefeito Florêncio, no ano passado, avisou à Caoa Chery que faria a desapropriação do terreno caso nenhum plano para o futuro da fábrica fosse apresentado. O prazo, segundo ele, chegou ao fim e o processo será levado adiante.

“Nosso objetivo é que essa estrutura volte a cumprir sua verdadeira missão: atrair investimentos, gerar oportunidades e criar empregos para a nossa população.”

Procurada a Caoa Chery não respondeu o contato da reportagem até a publicação do texto. Ele será atualizado caso a empresa ofereça algum posicionamento.

master

Notícias relacionadas

master
master

Receba as principais notícias do setor automotivo diretamente no seu WhatsApp.

Receba diariamente as principais notícias do setor automotivo, análises de mercado e tendências da indústria no seu e-mail corporativo.

master