São Paulo — Em novembro a BAIC abre suas primeiras concessionárias e começa a entregar o Arcfox T1, o primeiro de dez modelos planejados para o mercado brasileiro até 2030. A ambição de Oswaldo Ramos, COO da operação brasileira, é fazer da BAIC uma das cinco marcas mais vendidas quando o lineup for completado.
Ramos apresentou os planos da montadora sediada em Beijing, China, no Festival Interlagos. Ele dividiu a trajetória em três metas: lançamento da marca este ano, quando chegará a cinquenta concessionárias, alcançar o Top 10 em 2028, com 150 pontos de venda, e o Top 5 em 2030, ao completar o portfólio.
“Naturalmente, ao estar no Top 5, o pensamento seguinte é a liderança. Por que não?”
Rede e produção local
Ao fim da apresentação representantes já nomeados de concessionárias BAIC subiram ao palco. Serão cinquenta até o fim do ano, todos com cronograma de obras e abertura definidos.
Durante o primeiro semestre outras cinquenta lojas abrirão as portas. A meta é chegar a 150 no fim de 2027, em 112 cidades.
Em paralelo vêm os planos de produção local. Ramos descartou operação de montagem de CKD e SKD: “Com 35% de imposto de importação, que retorna no fim do ano, é inviável. Teremos produção completa”.
Ressaltou, porém, que a nacionalização deverá crescer de forma gradativa. Ramos citou o esquema de montagem peça por peça, similar ao adotado pela GWM em Iracemápolis, SP — e do qual ele participou da estruturação.
Os planos estão em fase final de aprovação no board da BAIC na China. Diversos cenários são considerados, desde aquisição de fábrica à construção do zero. Parcerias não estão descartadas, embora, com o volume desejado, a operação exija algo robusto.
“Não tem como estar no Top 5 só importando veículos com 35% de imposto de importação. A conta não fecha.”
Desenvolvimento local também está nos planos. O primeiro projeto vem sendo tocado com ajuda brasileira: a tecnologia flex, que deverá estrear em 2028. A Bosch trabalha em conjunto.























