São Paulo – Na esteira de emplacamentos remanescentes do programa Move Brasil 2, cujos recursos terminaram no fim de junho, as vendas de caminhões em agosto somaram 9,6 mil unidades e cresceram 9% com relação às 8,8 mil unidades registradas no mesmo mês em 2025, segundo dados da Fenabrave divulgados na quarta-feira, 2.
Na comparação com julho, porém, quando foram comercializadas 11,2 mil unidades, houve queda de 14,2%. E, no acumulado do ano, os 68,8 mil caminhões vendidos recuaram 4,7% diante do resultado do mesmo período do ano passado, 72,2 mil unidades.
Na avaliação do presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, a queda não interrompe a melhora vista na comparação com 2025 – em janeiro a diferença chegou a 30,1% e, de lá para cá, veio diminuindo pouco a pouco graças aos reflexos do Move Brasil. No acumulado até julho, por exemplo, a retração era de 6,7%.
“Existe uma necessidade estrutural de renovação da frota, mas como caminhão é investimento de longo prazo, fatores como os valores dos fretes, os custos operacionais e as condições de financiamento precisam estar alinhados para o transportador.”

Ônibus
Quanto aos ônibus o efeito visto foi o mesmo: a inclusão da categoria no programa que ofereceu juros subsidiados de 13% para a compra de veículos 0 KM trouxe impacto positivo, uma vez que foram emplacados 2,4 mil ônibus em agosto, 18,7% acima dos 2 mil registrados no mesmo mês do ano passado.
Frente a julho, quando foram vendidas 2,7 mil unidades, a queda é de 9,4%. Nos oito meses do ano foram comercializados 18,1 mil ônibus, 4,2% aquém dos 18,9 mil de igual período em 2025 – em janeiro o recuo era de 23,5% e, de janeiro a julho, de 7%.
“Os ônibus têm uma dinâmica diferente de mercado, com compras e entregas em lotes, o que pode causar certa volatilidade mensal. Por isto considero mais importante observar a comparação anual e a redução da diferença acumulada com relação a 2025”, disse o presidente da Fenabrave. “Há uma recomposição em curso, favorecida pelo Programa Move Brasil, embora ainda não possamos falar em recuperação completa do segmento.”
A segunda fase do Move Brasil ofertou R$ 21,2 bilhões para a aquisição de caminhões, ônibus e implementos rodoviários com recursos do BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, e do Tesouro. O anúncio foi feito no fim de abril e a operacionalização do programa começou um mês depois.
A Fenabrave projeta o emplacamento de 102,2 mil caminhões em 2026, recuo de 7,8% em comparação às 110,8 mil unidades vendidas no ano passado. Com relação aos ônibus a queda prevista é de 9,2%, com 26,1 mil unidades — em 2025 foram registradas 28,8 mil unidades.























