São Paulo – Conforme antecipado pelo presidente Márcio de Lima Leite no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2022 a Anfavea divulgou na sexta-feira, 8, suas novas projeções de vendas, produção e exportações para 2022. As duas primeiras tiveram os números corrigidos para baixo e para o mercado externo as estimativas ficaram mais positivas. Em todos os casos, porém, a entidade segue apostando em crescimento.

No caso da produção, afetada pela menor disponibilidade de semicondutores e componentes em toda a cadeia global, a expectativa de crescimento de 9,4% foi cortada para 4,1% de alta, com 2 milhões 340 mil unidades. São 120 mil veículos a menos do que o originalmente previsto, dos quais 106 mil leves e 14 mil pesados, segmento que empataria com 2021.

O reajuste no mercado doméstico foi maior: em vez dos 8,5% de alta projetados em janeiro as vendas internas crescerão 1%, para 2 milhões 140 mil veículos, ou 20 mil unidades a mais do que no ano passado. Em leves a alta chegaria a 0,9% e em pesados 2,3%.

Segundo o presidente da Anfavea as dificuldades no crédito começaram a aparecer e reduziram a participação das vendas a prazo para menos de 40% do total. Em maio de 2020 elas representavam mais de 70% dos emplacamentos de veículos. O ponto positivo é que ainda há demanda represada, especialmente das locadoras, o que deverá ajudar o mercado.

Nos cálculos da Anfavea serão comercializados 1,2 milhão de veículos no segundo semestre, uma média de 200 mil por mês. Nos primeiros seis meses do ano foram 918 mil emplacamentos, média de 153 mil/mês.

Pelas novas estimativas as exportações somarão 460 mil unidades, ante 390 mil do projetado em janeiro. O crescimento chega a 22,2% sobre o ano passado. No primeiro semestre foram registrados 246 mil embarques.