Com IPI zerado Hyundai anuncia descontos de até R$ 12 mil para o HB20 e o HB20S

São Paulo – Na esteira do programa Carro Sustentável anunciado pelo governo federal, a Hyundai reduziu o preço dos modelos HB20 e HB20S, nas versões Comfort e Limited, equipadas com motor 1.0 e câmbio manual. Segundo a montadora os novos preços promocionais são válidos para todas as concessionárias até 6 de agosto.

No caso do HB20 Comfort o preço caiu de R$ 95,8 mil para R$ 84 mil, uma redução de R$ 11,8 mil, enquanto a configuração Limited do hatch está com desconto de R$ 12 mil, saindo de R$ 100 mil para R$ 88 mil.

O sedã HB20S Comfort teve redução de R$ 9 mil, saindo de R$ 103 mil para R$ 94 mil, enquanto o desconto na versão Limited é de R$ 7 mil, com preço atual de R$ 99,5 mil, contra R$ 106,5 mil.

GM premia 80 fornecedores do Brasil e da Argentina

São Paulo – A GM reconheceu os seus melhores fornecedores brasileiros e argentinos do ano passado durante a edição deste ano do Supplier Quality Excellence Award, que foi realizada de forma online em 25 de junho. Essa premiação reconhece as empresas que superaram os mais altos índices de qualidade e entrega dos produtos que são fornecidos para a montadora.

Nesta décima-terceira edição do prêmio foram oitenta as 80 empresas reconhecidas, um grande avanço na comparação com a primeira edição, realizada em 2013, que premiou dez fornecedores. As empresas foram premiadas nas seguintes categorias: Chassis, Propulsion, Interior, Body & Exterior e Electrical.

Veja abaixo todos os fornecedores do Brasil e da Argentina que foram premiados:

Chassis

SKF – Argentina
SKF – Brasil
Valeo – Itatiba
Michelin
Tenneco – Cotia
BASF – Guarulhos
Marelli – Amparo
Paranoá
Sanoh
Metalsider – Guarulhos
Sogefi Suspensions – Riko
KYB Mando
TI – São José dos Campos
Rassini NHK – São Bernardo do Campo
HBA Hutchinson – Monte Alto
Kautex Textron
Valeo – Gravataí
Mann + Hummel – Sapucaia do Sul
Yapp – Guarulhos
Yapp – Gravataí
Tuopu
ZF – Limeira
Wegmann

Propulsion

Niterra
Irmãos Parasmo
RCN
Lipos
Bollhoff
Acument
ThyssenKrupp – Campo Limpo
SHW Stamp
Teceldor – Indaiatuba
Refal
Nidec Global Appliance – Indaiatuba
Hengst
Nichibras
Dana – Gravataí

Interior

Freudenberg
SDS
Autoneum Brasil – Gravataí
Denso – Santa Bárbara d’Oeste
Reveste-Car
Plásticos Mauá
Luguez
Motherson – Gravataí
Coplac
Autoneum Brasil – Taubaté
CCL
Valeo – Itatiba
Sulbras – Salto
Toyota Boshuku
Guangan do Brasil
Vuteq
Motherson – Guarulhos

Body & Exterior

Aisin Automotive
3M – Sumaré
Mitsuba Autoparts
Copam
Plastic Omnium – Argentina
Produflex
Ilpea
JSP Brasil Indústria de Plásticos
L&L
Kwangjin
Nitto Denko
PGG
SL do Brasil
TTB – Diadema
Plastic Omnium
Dongwon Canoas

Electrical

Casco
Nidec Mobilidade – Vinhedo
Te Connectivity
Sonavox
Ikro
Acumuladores Moura
Seg Automotive Components

Pirelli lança primeiro pneu de produção em série com 70% de itens sustentáveis

São Paulo – A Pirelli lançou globalmente seu primeiro pneu de produção em série com mais de 70% de materiais de base biológica, como sílica derivada de casca de arroz, aço reciclado e borracha natural certificada pelo FSC, Forest Stedwardship Council, que atesta o gerenciamento responsável da cadeia, da plantação à fábrica.

Desenvolvido em uma versão específica para a Jaguar Land Rover, o produto integra a linha P Zero, em que a pneumática apresenta suas tecnologias mais recentes, e estará disponível inicialmente em opções selecionadas de rodas aro 22 para o Range Rover, integrando o objetivo da montadora de lançar pneus mais sustentáveis em seus veículos de luxo.

Segundo a Pirelli até 2026 toda a borracha natural usada nas fábricas da Europa será acreditada pelo FSC. O uso do insumo sustentável teve início em 2021 e, em 2024, a Jaguar Land Rover tornou-se a primeira fabricante de automóveis a equipar seus veículos com pneus da marca contendo 100% de borracha natural certificada.

O desenvolvimento do novo P Zero representou desafio significativo para o departamento de P&D, ressaltou a Pirelli, ao combinar aço reciclado proveniente parcialmente da fusão de sucata metálica em vez de matérias-primas virgens, mantendo as propriedades mecânicas do aço virgem, com sílica derivada de casca de arroz, obtida a partir de resíduos do processamento do grão, utilizada em compostos da banda de rodagem para garantir alta performance em piso molhado. 

Houve ainda o reaproveitamento de negro de fumo, produzido por meio de óleo de pirólise obtido de pneus em fim de vida útil, foram usados polímeros biocirculares, fabricados com monômeros derivados de óleo de cozinha usado ou óleo de pirólise, substituindo os polímeros de origem fóssil, e bio-resinas, plastificantes à base de plantas que ajudam a otimizar o equilíbrio de desempenho em pisos secos e molhados.

Marcopolo abre unidade de sua escola de formação profissional em São Mateus

São Paulo – A Marcopolo inaugurou unidade de sua escola de formação profissional em São Mateus, ES. Com foco na qualificação de mão de obra para atender às demandas da fabricante e do mercado o curso inicial, de montador de veículos automotores, será ministrado a 38 alunos que compõem a primeira turma. 

É oferecido aos jovens, além da capacitação técnica, o desenvolvimento de outras competências como disciplina, trabalho em equipe, comunicação e relacionamento interpessoal. Segundo a empresa os aprendizes têm a oportunidade de conhecer de perto as diversas etapas da indústria de ônibus a fim de ampliar visão sobre o setor.

A escola de formação profissional foi criada em Caxias do Sul, RS, em 1990. Ao longo destes 35 anos cerca de 1,6 mil jovens tiveram acesso aos cursos de montador de veículos automotores, soldador montador, eletricista de veículos e mecânico de veículos automotores.

Ford confirma lançamento do Mustang Dark Horse no Brasil

São Paulo – A Ford confirmou que lançará o Mustang Dark Horse no mercado brasileiro, com o motor Coyote V8 5.0 mais potente da história do modelo. Sua potência, contudo, ainda não foi revelada pela empresa. Este modelo também será vendido na Argentina, Chile, Peru e Colômbia até dezembro.

Segundo a companhia esta versão do Mustang é a mais próxima de um modelo de competição com produção em série, equipada com vários componentes para as pistas, mas os pormenores serão divulgados apenas no lançamento. O câmbio é automático de dez marchas.

Por fora o visual da versão Dark Horse mostra faróis escurecidos, assim como a grade frontal, as entradas de ar e o aerofólio traseiro, além do logotipo do primeiro Mustang que a Ford lançou, no qual o cavalo é visto de frente.

Hyundai divulga novo relatório de sustentabilidade com avanços em diversas áreas

São Paulo – A Hyundai publicou o seu relatório de sustentabilidade 2025 divulgando as ações e melhorias que tem realizado na sua operação no Brasil e no mundo para que a sua operação seja cada vez mais sustentável e menos agressiva ao meio ambiente. O relatório é dividido por três temas: Meio Ambiente, Social e Governança. 

Na parte de meio ambiente o projeto Car-to-Car aparece como um dos pontos de avanço da empresa, incorporando materiais reciclados de veículos em fim de vida na produção de novos modelos. Na parte social ressaltou a sua participação em iniciativas globais de sustentabilidade.

Em governança a Hyundai ressaltou o trabalho realizado para fortalecer a independência e a diversidade do seu conselho e melhorar a transparência nas tomadas de decisões.

Novo Honda HR-V chega aos concessionários a partir de R$ 163,2 mil

São Paulo – Depois de apresentar o novo Honda HR-V no Festival Interlagos Edição Carros 2025 a Honda lançou oficialmente o modelo no mercado brasileiro, que chega aos concessionários com visual renovado e as mesmas quatro versões da linha anterior. O preço inicial do novo HR-V é R$ 163,2 mil.

Na dianteira o modelo ganhou nova grade frontal com acabamento black piano e para-choque redesenhado. Por fora ainda oferece novas rodas de liga leve aro 18 e acabamento fumê das lanternas traseiras, conectadas por um LED que se estende pela tampa do porta-malas.

A motorização segue a mesma: duas versões com motor 1.5 aspirado de 126 cv de potência e duas versões com motor 1.5 turbo de 177 cv. Os motores trabalham sempre acoplados a câmbio automático do tipo CVT que simula sete marchas.

Veja abaixo todos os preços e versões do Honda HR-V 2026:

HR-V EX – R$ 163,2 mil
HR-V EXL – R$ 170,9 mil
HR-V Advance – R$ 199,4 mil
HR-V Touring – R$ 209,9 mil

Lexus amplia em 16% seus emplacamentos no primeiro semestre

São Paulo – De janeiro a junho a Lexus emplacou no Brasil 556 veículos, alta de 16,6% em comparação às 477 unidades dos seis meses iniciais de 2024. Segundo a companhia, trata-se do melhor desempenho para um primeiro semestre desde que começou a vender no país, em 1989.

Desta forma, a companhia segue dando sequência ao crescimento observado no ano passado, quando emplacou 1 mil 101 veículos, incremento de 29% em relação a 2023.

A empresa também tem ampliado sua presença no País a partir da expansão da rede concessionária. Em 12 de agosto será inaugurada a Lexus Alphaville, na Grande São Paulo. Assim, a marca passará a contar com doze unidades, sendo três no Estado, onde, segundo a companhia, estão mais de 40% das vendas da marca no Brasil.

Volkswagen abre ao público as portas da fábrica Anchieta

São Paulo – A Volkswagen abrirá ao público as portas da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, por meio de seu programa de visitação gratuita, mediante agendamento prévio.

Há dois horários disponíveis: às 8h30 ou às 13h00, sempre às quintas-feiras, de forma individual ou em grupos de quinze a trinta pessoas. É preciso, apenas, ter mais de 18 anos para participar.

Interessados deverão se cadastrar em https://www.vw.com.br/pt/volkswagen/programa-de-visitas.html e as primeiras turmas serão recebidas a partir de agosto.

A visita, com duração aproximada de 2h30, contempla os principais pontos do processo de produção, como estamparia, armação e montagem final, e a Garagem Volkswagen, onde estão modelos clássicos como Fusca, Kombi e SP1 e 2.  

Renault quer elevar o centro de gravidade de seu portfólio

São Paulo – Há exatamente um ano Ivan Segal assumiu a direção global de vendas da marca Renault. Antes disso foi responsável pelas vendas na França e elevou o patamar da Renault, com mais de 40% das vendas sendo produtos do segmento premium. Velho conhecido aqui da terra, com passagens pela direção da Citroën e um período como diretor de vendas e desenvolvimento de rede da Volkswagen, esteve na semana passada no Brasil para fazer a apresentação global do Boreal, o SUV premium que tem a missão de elevar o patamar de produtos da Renault em mercados fora da Europa.

Durante meia hora Segal contou que a Renault está dando um salto em seu portfólio global. Até 2027 quer equilibrar o total de veículos vendidos no mundo com o volume negociado na Europa. Por enquanto o resto do mundo representa 40% das vendas da marca Renault.

“Também queremos elevar o centro de gravidade de nosso portfólio, oferecendo mais opções premium.”

Abaixo alguns momentos dessa conversa com jornalistas brasileiros:

O senhor disse que 40% das vendas da Renault são fora da Europa. Qual é o potencial de crescimento da Renault nesses países?

O objetivo da Renault é voltar a equilibrar as vendas na Europa e fora da Europa. Em 2020 e 2021, durante a covid, decidimos transformar nosso lineup e renascer na Europa. Então os primeiros carros foram lançados a partir de 2023, seis novos modelos para a marca Renault, uma renovação total do lineup. E desde então o crescimento do market share na Europa alcançou nosso objetivo. Trabalho realizado. O International Game Plan chegou um pouco depois. Iniciamos com o Kardian na América Latina, lançamos o Duster na Turquia e o Grand Koleos na Coreia como parte dessa ofensiva. E agora, no primeiro semestre deste ano, podemos ver que as vendas internacionais vão crescendo mais do que na Europa. Esse 40% que falamos, esperamos que no final do ano possa ser 45% e pouco a pouco reequilibrar até ultrapassar 50%.

E quais são os principais mercados para a Renault no mundo?

Nosso maior mercado continua sendo a França. Em segundo vem o Brasil. Em terceiro é a Turquia. Dentre os Top 10 temos quatro mercados fora da Europa. E isto mostra a dinâmica do International Game Plan, pois alguns países não estavam nessa lista, como a Argentina e a Coréia do Sul.

A Renault está apresentando um carro global no segmento C. Os senhores acreditam que um carro premium tem a capacidade de elevar o patamar de vendas global? Existem muitos consumidores economicamente capazes de pagar o preço por esse carro?

Nosso objetivo principal não é ganhar um pouquinho de market share. Se não faríamos Kwid. Nós queremos subir o centro de gravidade da marca Renault em todos os lugares do mundo. Decidimos investir nos segmentos C e D na Europa não para ganhar market share mas para ter rentabilidade e sustentabilidade do negócio e da rede de concessionários. Hoje na Europa fazemos mais de 40% de nossas vendas dentro do segmento C, o que quatro anos atrás era 15% a 20%. O centro de gravidade subiu. É um trabalho lento, mas é o que queremos fazer fora da Europa também.

A indústria automobilística sempre foi um setor globalizado. Nesta atual situação que os Estados Unidos estão anunciando novas taxas altas para alguns países, o Brasil inclusive, como o senhor acha que fica o comércio mundial?

Primeiro, para falar de Renault, estamos um pouco preservados desse fluxo e dessa decisão porque não temos atividade de vendas diretamente nos Estados Unidos e na China. Temos atividade na China, mas não vendemos carros na China. Sobre o tema global podemos ver que vários países estão politicamente adotando uma rota de protecionismo. Eu acho que a solução primeiro é ter hubs de produção em vários lugares do mundo. O International Game Plan destaca hubs onde podemos produzir. Então, ter esses hubs nos dá, eu acho, mais flexibilidade para poder nos adaptar a situações políticas que podem mudar a qualquer momento. Pensamos que Índia, Coreia do Sul, Brasil, Colômbia, Argentina, Turquia, Marrocos são lugares onde podemos buscar sempre uma solução para outros mercados.

Hoje as marcas chinesas estão crescendo em vários mercados. Como a Renault vê esse movimento? Até porque eles chegam com preços atrativos e ganham rapidamente participação no mercado.

Nós pensamos que a concorrência chinesa é uma boa notícia. Trata-se de uma oportunidade para olhar para essa concorrência e trabalhar numa reação. Então, qualquer coisa que nos dê um motivo para progredir, melhorar, é super motivante. Este é o pensamento na Renault. Por exemplo: temos 150 pessoas na China estudando os provedores, as tecnologias e como fazem os chineses para chegar com essa competitividade. Aprendemos muito, muito. O próximo lançamento na Europa daqui a alguns meses, o Twingo elétrico, é um carro que tem uma empresa chinesa fazendo o seu desenvolvimento. Em vez de desenvolver em quatro anos fizemos em 21, 23 meses. É brutal. Aprendemos como eles fazem. Então, de forma global, a postura é que vemos isto como um motivo para progredir.

Qual a sua análise sobre este primeiro ano do Kardian? Ele foi lançado Brasil e já está em outros mercados.

Posso dizer que globalmente o Kardian é um sucesso. Podemos ver o resultado da Renault no Brasil, com um crescimento de 9% comparado com o semestre do ano passado. É um mercado que não cresceu 9%, então ganhamos market share e, claro, o Kardian é a razão de avançarmos em participação. Mas tenho que reconhecer, e não é novidade para mim, na América Latina a competitividade mais dura é no Brasil. Tentamos resistir e nos defender contra os competidores no Brasil, o que não é fácil. Na Colômbia ele está no Top 10, na Argentina ele contribuiu no crescimento de 98% neste semestre. No Marrocos também foi lançado e está sendo um sucesso.

A companhia tem intenção de produzir carros com a Geely no Brasil?

Ainda não. Toda a negociação com a Geely tem um processo de aprovação pelas autoridades. Pelas autoridades da França, da China, do Brasil. Por isso ainda não estamos comentando mais além daquilo que foi falado em fevereiro. A parceria tem a intenção de colaborar na parte industrial, de desenvolvimento de produtos, mas isso ainda não está confirmado até agora. Como somos competidores, temos que passar por autorizações de todos os organismos governamentais até poder avançar. Então vamos esperar, mas estrategicamente é um passo importante para o nosso futuro no Brasil.