Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Leandro Soares, uma reunião da empresa com os sindicatos foi agendada para quarta-feira, 24, para passar uma avaliação dos estragos. A expectativa do dirigente sindical é de que esta paralisação se estenda por algum tempo.
“Acredito que a fábrica ficará parada por no mínimo mais uma semana, porque Porto Feliz fornece os motores tanto para Indaiatuba como para Sorocaba. Mas ainda não temos confirmação de prazos.”
Não houve pessoas feridas com gravidade, segundo Manoel Neres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região, que representa os trabalhadores de Porto Feliz. Trinta funcionários tiveram ferimentos leves. Segundo ele “se a fábrica ficar parada só uma semana será ótimo”, mas evitou arriscar um prazo.
Neres disse que “pareceu ter passado um furacão por ali” e que aparentemente muitos robôs foram danificados. A Toyota informou, por nota, que avalia o tamanho do prejuízo e que a produção em Porto Feliz está paralisada por tempo indeterminado.
Por dia, de acordo com o dirigente sindical, são produzidos 280 motores em Porto Feliz. A fábrica abastece as linhas de produção de Indaiatuba e Sorocaba, que produzem o sedã Corolla e o SUV Corolla Cross e o hatch Yaris para exportação. O lançamento do Yaris Cross, SUV compacto que passará a integrar o portfólio da Toyota do Brasil, está agendado para o fim do mês que vem.
A fábrica de Porto Feliz produz também motores que são exportados para os Estados Unidos.
São Paulo – As fortes chuvas que atingiram o Estado de São Paulo na tarde de segunda-feira, 22, causaram prejuízos à fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz. Vídeos veiculados por redes sociais dão dimensão ao tamanho do estrago: telhas voaram e a água entrou na área de produção, avançando, também, sobre os equipamentos. Um dos vídeos, feito na área externa, mostra que a estrutura física foi altamente comprometida e até as paredes desmoronaram.
Outro, feito durante a chuva, dá a dimensão da força dos ventos e da água que invadiu o chão de fábrica.
Em nota a Toyota afirmou que não houve relatos de fatalidades e que prestou todo suporte necessário aos trabalhadores e parceiros que estavam no local. A empresa ainda calcula o tamanho do prejuízo por meio de um relatório de danos.
A produção de motores está interrompida e sem previsão de retorno. A fábrica abastece as linhas de produção de Indaiatuba e Sorocaba, SP, que produzem o sedã Corolla e o SUV Corolla Cross e o hatch Yaris para exportação. O lançamento do Yaris Cross, SUV compacto, novidade do portfólio da Toyota no Brasil, está agendado para o fim do mês que vem.
A fábrica de Porto Feliz produz também motores que são exportados para os Estados Unidos, onde equipam o Corolla local.
São Paulo – O mercado de serviços automotivos para veículos elétricos tem o potencial de movimentar R$ 5 bilhões anuais até 2030, estimulado pela demanda por reparos especializados, peças eletrônicas e atualizações de sistemas embarcados. Foi o que apontou estudo do Porto Digital, um dos principais distritos de inovação da América Latina. O levantamento identificou, no entanto, o desafio da formação de mão de obra técnica especializada para esta manutenção. Diferentemente dos carros a combustão, veículos elétricos exigem menos peças móveis e trocas de óleo, mas muito mais conhecimento em eletrônica de potência, software e sistemas digitais.
Elementos como o BMS, battery management system ou sistema de gerenciamento de bateria, as ECUs, electronic control units ou unidades de controle eletrônicos, e os sensores de condução autônoma exigem técnicos aptos a diagnosticar falhas digitais, a atualizar firmwares e a substituir módulos com segurança.
O estudo do Porto Digital estima que, após o fim do período de garantia, que varia de três a cinco anos, grande parte da frota estará exposta à necessidade de manutenção fora das concessionárias. O que abrirá espaço para oficinas especializadas, que poderão capturar parte de um mercado estimado em bilhões de reais.
Em agosto o Brasil registrou 25 mil 297 emplacamentos de veículos eletrificados, sendo 7 mil 603 puramente elétricos, com crescimento de 48,8% com relação a agosto de 2024. No acumulado de janeiro a agosto foram 164 mil 457 unidades, alta de 50,5% sobre o mesmo período no ano anterior, representando 10,5% do total de automóveis e comerciais leves emplacados.
O levantamento traz ainda estimativas que apontam para frota de cerca de 500 mil veículos eletrificados em circulação, equivalente a 1,1% da frota nacional, considerando automóveis e comerciais leves.
Parcerias com escolas técnicas são caminho
Para suprir esta demanda será necessário investir pesado em formação técnica, aponta o estudo. Em Pernambuco o IFPE, Instituto Federal de Pernambuco, e o Senai já oferecem cursos em eletroeletrônica, com cargas horárias de 1,2 mil a 1,5 mil horas, e a Escola de Eletricistas da Neoenergia se destaca por iniciativas inclusivas.
“Mesmo assim estima-se que apenas 20% dos formandos estão hoje plenamente aptos para atuar no mercado de veículos elétricos – sem treinamentos complementares”, diz o levantamento do Porto Digital. Ele recomenda que as empresas requalifiquem técnicos, assinem parcerias com instituições de ensino, adquiram equipamentos de diagnóstico avançado e busquem certificações.
O setor público, por sua vez, deve priorizar financiamento de laboratórios, regulação de normas técnicas para alta tensão e fomento a empregos verdes. Para os consumidores será fundamental investir em conscientização sobre os riscos de reparos improvisados.
São Paulo – A versão Attack, a de entrada da linha Nissan Frontier, passa a oferece itens do pacote ADAS, Advanced Driver Assistance Systems, como alerta de colisão frontal, assistente inteligente de frenagem e alerta inteligente de atenção ao motorista, que detecta sinais de fadiga.
Todas as versões da picape também ganharam a opção de desligar o airbag do passageiro quando o motorista estiver sozinho ou transportando uma criança na linha 2026, que começa a chegar às concessionárias. A ação é feita pela chave do veículo e a informação do airbag do passageiro desativado fica à mostra no painel.
Na linha 2026 a picape perdeu a configuração XE, que era a segunda mais barata, e passa a ser vendida em três versões. Confira abaixo:
Frontier Attack – R$ 277,6 mil Frontier Platinum AT 4×4 – R$ 318 mil Frontier Pro-4X AT 4×4 – R$ 318 mil
São Paulo – A Marcopolo realizou o lançamento de sua Geração 8 de ônibus rodoviários na Austrália. Desenvolvida originalmente no Brasil a linha também é produzida na China, Colômbia e México. Os veículos feitos sob medida para o mercado australiano são manufaturados na China e comercializados por meio da Volgren, operação da marca no país.
Com mais de 5 mil unidades em circulação em 24 países a Geração 8 chega agora na Austrália para ampliar a participação da Marcopolo no segmento rodoviário e complementar a oferta de produtos, que já inclui os modelos urbanos Optimus, da marca Volgren, e os escolares Endura e Audace, importados da fábrica da China.
O primeiro G8 australiano é um Paradiso G8 1300 que foi adquirido pelo operador Australia Wide Coaches. Com 15 m de comprimento, chassi Volvo e volante posicionado à direita, o modelo conta com sistema de ar-condicionado com aquecimento, sanitário, carregadores USB-C, cafeteira e faróis full led.
São Paulo – O Banco Mercedes-Benz concluiu sua décima-sexta emissão de letras financeiras, totalizando R$ 700 milhões. Estruturada em três séries com prazos de dois a três anos, a operação obteve, de acordo com a instituição financeira, uma das melhores taxas dos bancos cativos, “refletindo a qualidade do planejamento envolvido”.
A demanda superou a oferta em 4,5 vezes o que, de acordo com o banco, “evidencia a confiança dos investidores na solidez e na governança da entidade”. A operação possibilitou a diversificação da base de investidores e reforçou a capacidade da instituição em estimular o crescimento das suas operações.
São Paulo – A Stellantis Financial Services Brazil alcançou recorde histórico com a emissão de R$ 1,7 bilhão em letras financeiras. Trata-se da maior oferta pública já registrada por bancos de montadoras. A operação, a terceira já realizada pela entidade financeira, foi coordenada pelo Banco Santander e pelo Banco Bradesco BBI, estruturada em quatro séries, com prazos de dois e quatro anos, e contou com a participação de quarenta investidores institucionais, com demanda 1,6 superior à oferta.
A estrutura de serviços financeiros da Stellantis aqui conta com três divisões operacionais: Banco Stellantis, Stellantis Financiamentos e Stellantis Locadora.
As duas primeiras ofertas públicas de letras financeiras foram conduzidas pelo próprio Banco Stellantis. A terceira foi pela Stellantis Financiamentos, braço operacional dedicado ao financiamento direto aos clientes finais das marcas do grupo.
São Paulo – A sucata ferrosa é o principal insumo de 70% de todo o aço comercializado pela Gerdau. O cenário é inverso ao do mercado geral, segundo Cenira Nunes, gerente geral de meio ambiente da siderúrgica, que utiliza ainda o minério de ferro como matéria-prima majoritária. A produção de aço com materiais reciclados tem chamado a atenção de diversos clientes, em especial da indústria automotiva.
Montadoras, de acordo com Nunes, estão buscando fornecedores com baixo índice de emissão de CO2 e com bom índice de reciclabilidade, que, com o Mover, passou a ser um componente importante na hora de compor o IPI Verde.
“As empresas se interessam pelo índice de reciclabilidade do nosso aço porque traz uma melhoria nos parâmetros delas. Em muitos casos as montadoras que compram o nosso aço também nos fornecem os restos da sua produção, que são reciclados e retornam como aço para ser usado nas suas linhas produtivas.”
Para a produção de aços especiais, que tem alta demanda da indústria automotiva, a matéria-prima é sempre a sucata ferrosa, sem uso do minério de ferro. O produto tem uma pegada ambiental que emite apenas 25% dos poluentes, na comparação com a média global.
Reciclagem começou muito antes
O interesse da Gerdau pela reciclagem, porém, não vem de hoje. Começou em 1948, segundo a gerente, mas avançou bastante nos últimos anos.
“No ano passado produzimos 11,7 milhões de toneladas de aço a partir da sucata ferrosa, coletada de diversas fontes. Este é um número médio que produzimos por ano, pois existe uma limitação com relação à matéria-prima: ela não é de prateleira como o minério de ferro, para o qual basta negociar o volume e comprar”.
Desta forma a operação da Gerdau tem um impacto menor no meio ambiente. No Brasil a produção tem uma pegada ambiental ainda menor, pois utiliza energia 100% limpa, certificada pelo selo I-Rec, que garante o uso de energia apenas de fontes renováveis.
Cenira Nunes, gerente geral de meio ambiente da Gerdau
Na Gerdau existe uma área responsável pela compra de sucata para alimentar a produção, que é originada de duas fontes: a sucata industrial e a sucata doméstica. Na primeira são usados os resíduos gerados pela indústria automotiva e outras, que precisam dar o descarte correto para esse material e a Gerdau compra.
Já a sucata doméstica é coletada com a ajuda de parceiros, cadeia que envolve 1 milhão de pessoas que vão até os depósitos e compram para a Gerdau. O foco é tudo que tem ferro, como uma bicicleta velha, uma máquina de lavar, latas descartadas, dentre outros itens com ferro na sua composição.
A Gerdau também busca alternativas para aumentar o volume de sucata ferrosa coletada. Em 2023, a partir de parceria com a Vamos e a Volkswagen Caminhões e Ônibus, foram tirados de circulação 140 veículos sem condições de rodar, por meio do programa de descontos do governo federal. A ação gerou 800 toneladas de sucata, que foram transformadas em aço. Outra ação parecida foi a desmontagem de plataformas de petróleo, em parceria com a Petrobrás, que garantiu um volume relevante de matéria-prima sem agredir o meio ambiente no processo.
No Brasil a Gerdau tem nove fábricas responsáveis pela produção de aços longos, aços planos e aços especiais, sendo que os últimos, que são sempre feitoa a partir da sucata ferrosa, é produzido em Charqueada, RS, e em Pindamonhangaba, SP.
São Paulo – Mais 120 ônibus elétricos foram entregues pela Prefeitura de São Paulo a empresas operadoras de serviços públicos de transporte. A frota cresceu para 760 unidades movidas a bateria, que se somam a 201 trólebus, compondo frota de 961 ônibus com tração elétrica.
Os ônibus, com carroceria Caio, são montados sobre chassis Mercedes-Benz e Eletra. De acordo com informe da Prefeitura cada unidade 100% elétrica em circulação deixa de consumir 35 mil litros de diesel por ano, reduzindo emissões equivalentes ao plantio de 6,4 mil árvores.
Também aumenta o conforto dos usuários pois todos os novos ônibus têm ar-condicionado, tomada USB e wi-fi. Pelo fato de serem elétricos emitem menos ruídos, o que torna a viagem dos passageiros e dos motoristas mais agradável.
Outra inovação que pode ajudar a destravar as entregas de elétricos na Capital é a instalação de carregadores BESS, sigla em inglês para sistema de armazenamento de energia em baterias, em algumas garagens. Duas receberão o sistema em noventa dias, com 4,5 mW disponíveis para as baterias.
Assim, contou o secretário de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Cadeira, a dependência do distribuidor de energia elétrica será reduzida: “Só com esta ação já somos capazes de carregar de forma independente do distribuidor, ou seja, reduzindo a dependência do distribuidor, 120 ônibus no primeiro ciclo. Caso as operadoras adotem dois ciclos, são 240 ônibus”.
O projeto não terá custos para os cofres municipais: a Huawei fornecerá o equipamento e o seu estabelecimento será feito pelo Grupo Matriz, responsável pelo investimento.
A Mercedes-Benz do Brasil deu um passo estratégico rumo à mobilidade sustentável com o lançamento do eO500UA, seu primeiro ônibus elétrico articulado. Com piso baixo e carroceria para 18 metros de comprimento, capacidade para mais de 120 passageiros e autonomia de até 300 km com 7 packs de bateria, o modelo foi desenvolvido, o modelo foi desenvolvido no País e é produzido em São Bernardo do Campo (SP), com foco no transporte urbano de alta demanda, com previsão de chegada ao mercado em 2026.
“O nosso primeiro elétrico articulado, irmão maior do eO500U que já circula pelas ruas de São Paulo, está sendo desenvolvido e será produzido no Brasil, em nossa fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista”, diz Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Este veículo deverá começará a circular no País em 2026 e será exportado para países da América Latina. Dessa forma, estamos expandindo o portfólio de elétricos. Trata-se de mais uma brilhante e marcante conquista do nosso time brasileiro”.
Mostrado pela primeira vez na LatBus 2024, o modelo amplia o leque de soluções de eletromobilidade para o País e a América Latina. Equipado com dois motores elétricos nos eixos centrais e tecnologia de freio regenerativo, o eO500UA entrega operação silenciosa, zero emissões locais e baixo custo de manutenção. O projeto brasileiro é o primeiro do grupo Daimler fora da Alemanha voltado para ônibus articulados elétricos.
A estreia nas ruas ocorre em São Paulo, onde os primeiros modelos já operam em corredores de ônibus. Com apoio da Eletra no fornecimento dos sistemas de tração e baterias, o eO500UA atende às metas da cidade de eletrificar a frota até 2038. O modelo reforça o papel da engenharia brasileira na transição energética e será exportado para outros mercados da América Latina.
Na visão da empresa, quatro pilares precisam funcionar ao mesmo tempo para que a eletrificação seja possível: tecnologia, infraestrutura, financiamento e políticas públicas. “Hoje, cada município brasileiro vive uma realidade diferente, o que dificulta a adesão da eletrificação com maior velocidade e abrangência. Nós contamos com o apoio das autoridades públicas, da cadeia de suprimentos e de outros elos do setor para acelerar o desenvolvimento da infraestrutura, como também de uma ampla rede de recarga de energia”, comenta Achim Puchert.
Sob medida
Desenvolvido para o segmento de fretamento contínuo, o chassi Mercedes-Benz OF 1621 chega com motorização BlueTec 6, atendendo ao Proconve P8 e reforçando o compromisso da marca com a mobilidade sustentável. A solução mantém características de eficiência e excelente custo/benefício, agregando os benefícios ambientais derivados da redução de emissões. O motor OM 924 LA é o mesmo do OF 1721, conhecido por sua força, robustez e desempenho: potência de 208 cv a 2.200 rpm e torque máximo de 780 Nm (1.200 a 1.600 rpm), com câmbio G-90 de 6 marchas. Este motor possui polia com canaleta adicional para acionamento do compressor de ar-condicionado, ideal para fretamento.
“A Mercedes-Benz é a primeira marca que trouxe para o mercado um veículo completamente dedicado ao serviço de fretamento contínuo”, diz Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “O projeto foi realizado em parceria com encarroçadores, visando a otimização do tempo de encarroçamento e um menor volume de retrabalho pelo implementador. Além disso, os clientes também foram ouvidos, contribuindo muito para a assertividade do desenvolvimento desse produto”.
Com entre-eixos de 5.950 mm e PBT de 16,5 toneladas, o OF 1621 pode receber carrocerias de até 12,5 metros de comprimento. Esta configuração permite montagem de até 48 assentos para passageiros, mais o DPM (Dispositivo de Poltrona Móvel), que oferece segurança e acessibilidade a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
O OF 1621 vem pronto para encarroçamento, com sistemas completos de segurança e conforto, como ABS, ESP, freio-motor auxiliar e assistência de partida em rampa. Um produto completo, eficiente e ambientalmente responsável para o transporte corporativo.
O modelo possui balanços dianteiro e traseiro mais curtos e entre-eixos de 5.950 mm. Com isso, foi possível acomodar os equipamentos, como tanque de combustível de 300 litros, tanque de ARLA de 25 litros, bateria de 170 Ah e preparação para ar-condicionado, de tal forma que não há necessidade de corte das longarinas e do cardã para alongamento do chassi. Como consequência, o OF 1621 diminui a necessidade de retrabalhos e facilita o acoplamento da carroceria de forma rápida, com menor custo de aquisição e melhor custo/benefício.
Economia substantiva
O chassi Scania K410 6×2 consolidou-se como o principal produto rodoviário da marca nos últimos dois anos, respondendo por até 60% das vendas de ônibus da Scania no Brasil no período. Seu sucesso está na combinação de potência, eficiência e equilíbrio operacional, ideal para aplicações em linhas intermunicipais, interestaduais e turismo.
O modelo tem sido muito bem avaliado pelos clientes, principalmente pela entrega de uma economia de combustível significativa frente à gama anterior. Ele oferece um custo total de operação imbatível no mercado: proporciona até 8% de economia de combustível em ônibus rodoviários – sendo 7% do motor XPI Euro 6 e 1% da caixa automatizada Scania Opticruise.
Com motor XPI de 13 litros e 410 cv, entrega torque de 2.150 Nm em baixas rotações, o que resulta, além do baixo consumo, também em excelente desempenho. O motor possui sistema de injeção múltipla XPI e lay shaft brake (troca de marchas 45% mais rápidas), evolução do sistema de segurança ADAS e novos sensores (alertas de ponto cego e de pedestres), atualizações das caixas de câmbio Scania Opticruise, chassi mais leve e área do motorista redesenhada e aprimorada (painel, volante e pedais).
Sai equipado com acelerador Inteligente de fábrica, tecnologia que reduz o consumo de combustível em 3%, e freio auxiliar Retarder. Traz um equilíbrio perfeito de motor, baixo consumo, segurança, conforto e disponibilidade na operação. Em 2025, tem sido responsável por cerca de 50% das vendas de todos os modelos de ônibus da marca. Da mesma forma que no ano passado, é o campeão de vendas da marca.
A configuração 6×2 garante conforto, estabilidade e maior capacidade de carga, enquanto a versatilidade permite integração com carrocerias de dois andares, como Marcopolo G8 e Comil Invictus. Equipado com direção eletro-hidráulica, o K410 6×2 oferece facilidade nas manobras e uma experiência de condução mais segura e confortável. Já está equipado com o novo painel digital 12,3” com alta tecnologia.
Sua ampla aceitação no mercado reforça o papel da Scania como referência em tecnologia, desempenho e sustentabilidade no transporte de passageiros no Brasil.
Volare movido a GV (GNV/Biometano)
Com 27 anos de atuação no mercado, a Volare é uma unidade de negócios da Marcopolo S.A que tem como finalidade a produção de micro-ônibus para os segmentos escolar, fretamento, turismo, rural e urbano. Os veículos têm configurações de 6 a 12 toneladas, produzidos de acordo com a necessidade de cada cliente. São mais de 40 pontos de atendimento no Brasil e 20 no exterior, com assistência técnica especializada. Pioneira na fabricação de veículos comerciais leves, a companhia possui unidades fabris em Caxias do Sul/RS e em São Mateus/ES.
Tem revelado uma busca incessante por novas tecnologias para garantir o protagonismo na transição energética do transporte de passageiros. Os resultados são muito positivos. Uma das novidades exibidas ao mercado pela Volare ficou conhecida na Agrishow 2025, principal evento de tecnologia para o agronegócio na América Latina, realizado em Ribeirão Preto (SP).
Uma das maiores atrações do estande da marca foi o Fly 10 GV, modelo movido à GNV e biometano. O modelo combina tecnologia avançada e eficiência, cujas primeiras unidades já estão em operação nas cidades de Guarulhos (SP) e Belo Horizonte (MG). Além de proporcionar economia operacional, o modelo reduz drasticamente as emissões de material particulado (redução de 96%) e dos gases (84%) que causam o efeito estufa. Desenvolvida ao longo de quatro anos, representa uma alternativa viável e ambientalmente responsável, com aplicação possível em qualquer região do país.
O Volare Fly 10 GV está disponível para os segmentos urbano, executivo e escolar, com a possibilidade de ser expandido para outros modelos do portfólio da marca. O veículo possui três cilindros de combustível capazes de armazenar 360 litros, o que representa autonomia de até 450 quilômetros, dependendo da aplicação.
A novidade reforça o compromisso da Volare com a descarbonização do transporte coletivo de curta distância. A fabricante já oferece o Attack 10 com opções híbrida, elétrica e flex, e planeja expandir a solução a gás para outros modelos de seu portfólio. A adoção do Fly 10 GV por prefeituras e operadores urbanos reforça o papel estratégico da Volare na transição energética do transporte público no Brasil.